Demônios aquartelados

Deixa o amor do amado te tocar. Não importa que meio adormecida…

Deixa que teus demônios avancem aquartelados: isso te fará bem. Mostra ao querido o lado negro, talvez cruel, mas assim mesmo teu. Quando não quiseres responder, não responde. Deixa de ter pena de ti. Abandona as queixas amarelas, vermelhas e azuis… Elas reafirmam o sofrimento. Queremos ter/usar esta armadura pesada a nos proteger, e como Joana D’Arc ter fé inabalável, vencer a guerra. No entanto as mazelas de amor são apenas batalhas… Ganhas ou perdidas, batalhas… As queixas? O pão com café preto de todas as manhãs. Alimenta tuas fantasias, aplaca tua ansiedade com o som da flauta mágica… Confirma tua peregrinação. Se amares o amor, ama. Exerce teu poder de mulher, de criatura. Ultrapassa barreiras de preconceito. Depois! Se não for amor, usa o ponto no final da frase, resolve. Não procura respostas, nem faças perguntas. Abra os braços. Elizabeth M.B. Mattos – 20 de dezembro de 2012 – Porto Alegre

Demônios aquartelados

8 comentários sobre “Demônios aquartelados

  1. Querida amiga, que texto lindo! Acho que vale guardar e em alguns momentos reler de 8/8 horas. Como remédio…Grande beijo

  2. “Queremos ter/usar esta armadura pesada a nos proteger, e como Joana D’Arc ter fé inabalável, vencer a guerra.”

    Fez-me lembrar deste ‘conto contido’…:

    Estratégia
    Comprei reluzente armadura que se compunha de colete, elmo e escudo feitos de puro aço, não sem antes afiar lança e espada.
    Simulei combates e treinei golpes mortais e ataques fulminantes. Considerei-me preparada para a guerra e quando na hora certa o encontrei sozinho no campo de batalha, despojado de armas, sem o mais leve gesto de defesa, tive medo, porque de nós dois ele era o mais forte.
    (Maria Lúcia Simões, Contos contidos, 1996)

  3. Num impulso quis que “Estratégia” fizesse parte dos “Demônios Aquartelados”… Pura alegria desta intertextualidade, desta lembrança literária, desta fermento que as leituras possibilitam…Puxar outro texto, outra costura, o mesmo fio… A minha falta de experiência me segurou… Vou pensar um pouco mais. Bom que faças sempre estas somas… Um texto “grita” por outros!

    • “Se não for amoR, usa o ponto no final da frase”;
      Acho que faltou o ‘R’ que deixei maiúsculo no amoR… mas isto não é o que importa… o que queria dividir é as minhas necessidades de reticências… mas gostei da alternativa do ‘Ponto Final’!
      mas vais ver muito destas minhas manias de diálogos intermináveis… mesmo quando não falamos realmente com as pessoas, muitas vezes seguimos diálogos intermináveis [um pouco da terapia interna que nos acompanha pelo resto da vida… depois encontramos as pessoas como se elas houvessem nos acompanhado todo o ‘trajeto ausente’] bjs. Ânj@ psi

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