A comunidade não tem suborno capaz de tentar um homem SENSATO. É possível levantar dinheiro suficiente para perfurar um túnel numa montanha, mas não é possível levantar dinheiro suficiente para contratar um homem que se ocupe com a sua própria vida. Um homem eficiente e valoroso faz o que pode, quer a comunidade lhe pague ou não. […] Talvez eu seja excepcionalmente cioso de minha liberdade. ( uma citação )
Correntes frouxas. Apertá-las pode ser loucura / improbilidade, equívoco. Tenho / preciso de uma margem para recuar, ainda quero sobreviver com certa dignidade… Vou prolongar o meu sono e esperar o calor passar, talvez nem se dê conta que estou a medir: as pessoas estão tão distraídas! Beth Mattos
…mais aberto o mundo, maiores possiblidades, quanto mais desdobrado, menores são as possibilidade das pessoas enxergarem, comprenderem o que estão vendo… impressiona a grande confusão entre ver, e compreender ou aceitar. A mudança tem /é feita numa velocidade inacreditável… Temos / podemos tudo em poucos minutos, mas, infelizmente, inda não sabemos como administrar as possibilidades todas / as variáveis! Quem pensa que sabe tome cuidado para não se espatifar ali adiante, não se afogar em águas rasas… A introspecção / o recolhimento se fazem necessários: avaliar com certa regularidadae. Éo sol, o verão, os frio excessivo, os terremotos, as chuvas violentas, O cuidado com o que nos protege, o entendimento… viver é um dos grandes e fantásticos enigmas. A doença, uma armadilha, a cura espreita, adoecer é flertar com a ciência… Os psicologos não dão conta de tantas lavouras, mas, não podemos desistir… É o mundo hoje. O desafio é respirar. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2023 – Torres
As pessoas são a nossa imaginação somada ao desejo do para sempre / uma química, uma escolha que elimina outras oportunidade… Escolhas! Você o inventou demais, Quatro aos de ausencia, isso deixa uma fatia muito grande para a imginação. O sonho aterrizou e isso sempre causa destroços.
Pode ser uma conversa grande / comprida, um amontoado de explicações, uma tarde que afunde na noite, mas, infelizmente, a noite amanhece. De dia as conclusões, as promessas se atacam de uma preguiça crônica. E começar outra vez parece o mesmo do mesmo. As palavras se afogam numa memória viciosa. Se as conclusões são/estão como os pés, no conforto de sapatos velhos/usados, não resolve: ali mora o bem bom, e a vaidade escorrega… Conselhos desgastados de pai e mãe se esfarelam tanto quanto as convicções. Ninguém nasceu para ser herói, ser um herói surge / acontece por acidente. Foi o acaso: outros desistiram e ele PRECISOU mesmo fazer, e fez acontecer heroicamente.
Usamos armaduras, pesadas, medievais, se era difícil naquele tempo, segue difícil se mover com elas, ainda hoje… E este calor, o sol do verão esquenta os humores, derruba todas as precauções, arrancamos o juizo da sombra… A exposição queima a alma, viver queima o corpo, falar pesa no palavreado do mesmo, e os desencontros…., uaiiii! São encontros repetidos! Estamos mesmo solitários na jornada. O carnaval, a festa de carnaval, explica bem a dança dos foliões, um dia, dois, e três, depois a realidade comprida/esticada, igual, esfalfante, sem glamour nenhum! Acho que não vou aprender nunca, terei que nascer e nascer, e nascer, e exaltar gentilezas, arrancar pretensões, e, será sempre tão pouco! Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2023 – Torres
Se eu pudesse, se eu pudesse padecer e ele viver! As transferências! Depois que o ser humano sonha / deseja…, depois que ele quer e por algum motivo não pode, sofre. Sofre um sofrer apertado / comprimido. Sonho / desejo, ou sofrência? Não poder pesa, dói, limita…,e, esta dor dói. A dor em mim, dói em ti! Quero que doa apenas dentro de mim. Eu aguento.
Não sei explicar a privasão, nem a inquietude, nem o não ter do não amor. E no sonho-desejo, quantos intermináveis pedidos de socorro! Quantas garrafas contendo história-pedido. Sonhos lançados ao mar como esperança de socorro / ajuda / amor! Tantas! É impressionante, admirável que ainda se possa ver o mar, afinal, deveríamos ver apenas garrafas com pedidos de socorro! Garrafas flutuando, esperançosas… E, dentro de cada uma, uma história de amor, única, completa. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2023 – Torres
Silencio / uma caixa, um presente que sacode o tempo, traz de volta…, então eu penso o quanto eu gosto de Porto Alegre, de morar lá, de respirar por lá…, fechar o apartamento doeu muito, minha casa! Todos os trabalhos, a televisão, a galeria de arte, a revista globo, as possibilidades, a ousadia, tudo intenso, cuidar de criança… ( a delicadeza de uma sobrinha que me deu este emprego ) e o intenso de viver. O difícil foi ser despedida, sumariamente, da Garagem de Arte, parecia ser para sempre, mas eu era apenas, um detalhe… as ilusões são assim mesmo, cheias de surpresas desagradáveis!
Agradeço a Mabel e o Bento, sempre agradeço, e nem tenho todas a flores necessárias para entregar, nem o carinho, nem aquela amizade de toda a vida… nada fica do tamanho da minha gratidão. O apartamento (espetacular) ao lado da Praça das Nações, na rua do Petrópolis Tênis Clube, que terminava na Itaboraí – perto do Gianfranco. Preciosos e emblemáticos anos morei ali…na luz, na beleza, no incrível apartamento. A vida tem fatias de prazer maiores do que a nossa gula. As transições foram preciosas, absorvidas. Vendi Torres /comprei o apartamento da/ na Avenida Indepndência. Outro encanto maior do que qualquer viagem! Tão espetacular! Tão exatamente como eu queria. Lindo! O baile de inauguração f trouxe os amigos, a conversa se prolongou por dias e boites e imprevistos iluminados Saudade. Depois a casa da irmã. POdia ser definitivo. Encantada com o meu super quarto, minha super sacada, minha super vida na rua HIlário Riberiro…Perto do céu, dentro da família, acolhida, segura, em harmonia perfeita. Eu ia ia e vinha porque o neto nasceu, porque Torres estava no sangue, e Torres era uma Beth menina, cheia de mar, de prolongados banhos, de reencontros. mais praia do casa…, mas não era mais minha a liberdade, e a tirania natural de quer isso e aquilo me faz apartar a liberdade. precisei me decidir – não podia ir e vir, vir mais do tempo do que ir…ocupar o quarto sem estar com a irmã, ela me fez escolher,uma coisa ou outra. Ademais não poia pagar um alugar naquele endereço de luxo. Ela me acolheu, as regras eram dela e a inquieta, livre, agitada pessoa era eu, fiquei incompatível por dentro. Foi asim que nasceu Torres definitivo, outra vez, Não mais com estudante / fechando o Doutorado, terminano as aulas, encerrando atividades, eu voltei… E hoje, neste susto sinto saudade de Porto Alegre. Do ir e vir. Dos cinamas, das pessoas, do gito, de esta lá, de ser eu, e por que não, de trabalhar. Não poderia voltar ao meu velho quarto que está tomado, nem desalugar o apartamento (quem sabe!?)Sim, sinto vontade de arregaçar as mangar e ter uma casa em Porto Alegre, e uma casa em Torres, voltr a praia e aos abacxis, convidar os amigos, veranear. Assistir aos lançamentos de cinema, ir ao teatro, Ospa e conversar, sim…fazer tudo acntecer outra vez, por que não? A vida se desenha no fazer, fazere, fazer….ou ir a São pAulo com o filho, quem sabe o Rio com a Joana? Fazer uma mala, comprar uma passagem pra mim, nós vamos aventuarr… Onix irá – comigo, é claro! Elizabeth M,B. Mattos – fevereiro de 2023 Torres
Mabel, vou passar uns duias conigo!organizar a cabeça, Costurar/remendar/ativar a cabeça.
Esta coisa da fala, dooutro, de olhar e dizer…medicinal e pacífica pode ser a palavra, necessária. esta coisa de ouvir / dizer uma loucura necessária, por que não me entendes? por que não me socorres? por que não te compreendo? quero então te abraçar muito e muito, chegar perto, mesmo no silêncio, no tempo noturno de dormir, não tenho hora pra dormir, fecho os olhos durmo…e tenho tido magníficos e povoados sonhos, coloridos, cheios de fala, tensões e surpresas. Outro mundo /universo os sonhos destas cabeças de tanto dormir! E os filhos e movimentão, sorriem, se completam no tempo. A magia da gravidez! o iluminado prazer de fazer vida… depois a saudade miuda de todo o tempo, do amor, do acompanhar, do ocupado e engenhoso tempo de ser mãe…, onde está a volta da curva? a paz/sossego? não, não posso parar, multipliquei um milhão de vezes a sensação… e as tais palavras se milturam incompreensíveis, o que digo ou o que penso não alcança ninguém, não chega em lugar nenhum, não tem fim. As conversas são enfrentar uma floresta densa, populoça, inacreditavelmente, falante e silenciosa. Ah! as nossas interrompidas, movimentadas e agitadas conversas, meu querido! Elizabeth M. B. Mattos – fevereiro de 2023 – Torres
“No Admirável Mundo Novo, distrações ininterruptas da mais fascinante natureza são deliberadamente empregadas como instrumentos de governo, com a finalidade de impedir o povo de prestar demasiada atenção às realidades da situação social e política. O mundo da religião é diferente do mundo do entretenimento, mas os dois apresentam semelhanças num ponto: ‘ no fato de não serem deste mundo.’ Ambos são divertimentos, e, se usufruímos dele de forma excessivamente contínua, ambos podem tornar-se, segundo Marx, “o ópio do povo”, transformando-se assim numa ameaça à liberdade, e apenas os que estão constante e inteligentemente despertos podem alimentar a esperança de se governar a si próprios eficazmente por meios democráticos. Uma sociedade na qual a maioria dos membros esbanja grande parte de seu tempo não na vigília, não aqui e agora e no futuro previsível, mas em outra parte, nos outros mundos irrelevantes do prazer e das obras superficiais, da mitologia e da fantasia metafísica, terá dificuldade em resistir às investidas daqueles que quiserem orientá-la e controlá-la.”(p.56-57) Aldous Huxley Regresso ao Admirável Mundo Novo
Antes de abrir os olhos já bebi água, um litro. Antes de pensar já estou cansada. A preguiça domina meu corpo, e stop..., sou eu no verão, um contínuo nada. Droga! Como escrever pode ser, assim, tão complicado, difícil? Como pode a imobilidade dominar o universo? O meu, ela domina. Depois da guerra perdida: desânimo. Um minuto pra reajustar, mas, mas, mas… Ah! Esta vida a se arrastar… Não desisto, eu quero dominar, quero voltar, quero ler, quero escrever, falar inglês posto que não posso aprender nem o russo, nem alemão, nem o japonês, é claro. Voltar para o front / nada de arrastar o tempo. Mudar, acelerar as conversas, conhecer outras pessoas… Está claro? Ou nem tão claro assim, afinal. Mas, podesso tudo, em qualquer idade, em qualquer tempo posso ‘virar a mesa’, plantar margaridas, colher jasmins, e descascar laranjas. Espremer limões… Céus! As frutas, as hortaliças! A berinjela me surpreende. Sentei para escrever sobre o corpo, sobre a vontade, e, estou nas verduras, no pingo da torneira, pensando na roupa que vou recolher, na limpeza. (uauuu!) Que cabeça tão, absurdamente, doméstica! Eu juro que sentei na frente do computador para priorizar uma história, qualquer uma, mesmo a do espelho; pretendia desafiar a imobilidade, arrancar a vergonha, refazer a vontade, deixar acontecer o sentimento. Por que não estou conseguindo? Acordei tarde, é verdade, acabei de beber o café, e, ainda não me decidi do que fazer neste dia, estupidamente, quente. A praia, pois é, abdiquei do mar e do sol (risos) e também de (fazer) ou escrever livros. Ou cadernos coloridos com caneta de tinteiro. Vou deixar para mais tarde, vou reorganizar o quarto, aspirar, limpar, pendurar a roupa, juro que volto. Elizabeth M.B.Mattos – janeiro (ainda) de 2023 – Torres.