
Desabafo não resolve. Estranho como careço de te falar, estar contigo! Não compreendo. Não sei o porquê do feitiço. Não sai e não me liberto. Ah! Viraste meu querido amado, e o único! Sim. Eu imagino como teria sido encontrar a loucura contigo! Eu mereço o sonho virado de ser. Enquanto falas eu vivo. O engraçado desta história é a tua genuína/absoluta felicidade achada. Estabilidade alegre. E o meu susto quando tenho a mínima oportunidade de falar, emudeço. Só vale o beijo e o abraço. A meninice. Fechar os olhos. A mágica? A mágica foi esquecer os outros amores amados, afogar todos.
Não existe um único amor, engano, existe aquele que apaga todos os outros… Os lápis desenham, escrevem, embelezam e colorem, a borracha vem correndo atrás, e o papel enlouquece. Uma página, outra e a floresta grita. Sou eu. Anda! Vem me buscar. Tu me abraças depressa demais, a noite passa assustada com medo de dormir. E já estás indo…Saudade. Sinto o teu cheiro cheia de saudade, e faz frio aqui, mais, mais, mais. Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2020 – Torres


Gelado. Inverno cartão de visita. Mas eu não vou, tu não vens. Imagino lareiras acesas e fogo alegre. Cães por perto. Tuas caminhadas apressadas pelo campo. Canecas de café. Tempo nas cobertas, enroscado. Experiência de sol festivo, sem aquecer. Reparaste na floração do pomar?
