pequena alegria

Por qualquer fresta aflição / angústia ou tristeza se espalha este sentimento de…
Todos os dias, em todas as horas de sol/com sol, eu me recomponho: passou!
É hora de flores frescas e coloridas no vaso. Empilhar sentimentos. Lustrar as maças. Limões na cesta: o perfume da casa… De volta a pequena alegria. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020 – Torres
branco e preto na mesa

medo, palavra e a chuva

Não posso ter medo da palavra, nem do pensamento, nem do esforço / ou do tempo para compreender. Eu seguro, agarro com força cada olhar para depois ficar a desvendar… E o tempo que fica enorme / avassalador se derrama diante dos meus olhos. E é tão pouco! Dos sonhos sonhados, porque desejados, ainda espero as respostas. Estou lembrando da minha amiga que escreveu / ou me disse que envelheço diante do espelho. Talvez pelas fotos. Lembro de Doris Lessing… algumas leituras me arrastam com tanta força,fico esfolada. Hoje vou medindo o tempo das leituras, o tempo de escrever, e lá está, altivo, o medo. Hoje rasguei uma foto, Isso me impressionou. Quando lembro das conversas com Iberê, das angustias e dos desastres que a vida lhe deu, estremeço. Na verdade, a cada um sua temporada de cárcere, de equívoco, de medo… E a chegada do Flávio com suas memórias inconclusas e depois, as verdades que não chegaram… Não há verdade nem confissão, há literatura. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020 – Torres

os nomes

Tenho que selecionar, limpar, organizar o caminho que abre uma porta, logo perde a chave… Agora estou com sono, não dormi esta noite. Paguei/passei os pecados, e rolei rolei indo e vindo. Vou dormir, preciso dormir, Beth Mattos – não te esquece mim, claro, quando chegares estarei vinte anos mais velha, talvez, nem me reconheças.

foto

Consegui, no meio dos papéis revisitados a me desfazer, a começar. Limpar e organizar para recomeçar, rasguei uma foto. Vinte anos ou vinte cinco anos para ter coragem de me desfazer de um rabisco e rasgar uma foto azul. Corajosa, fica o registro. Doeu um pouco, mas rasguei. Juntei os bilhetes, enfiei num envelope, e grampeei notas de supermercado, a compra de um colchão, de uma cama. Organizo a certeza que se passaram tantos anos! Não estou substituindo. Estou eliminando. Será que o abraço e o beijo vai me surpreender? Deveria. Mas, do outro lado, enorme silêncio.  E ficamos um tempo enorme decidindo se eras dois anos mais velho do que eu, ou dois anos mais jovem. E eu te amei. E a barriga está esquisita, o corpo dolorido, os olhos ardidos. Envelheço. Tens que te apressar. Terei tempo? Vem logo me visitar. Então, morar em Porto Alegre pode ser um jeito de me aproximar de mim mesma, de quem sou…voltar para a Independência. As coisas se acertam Fernando, logo estarei tomando café, e almoçando contigo e pensaremos coo serão as brincadeiras de arrumar os cabelos, vestir elegante e te visitar. Eu irei. Elizabeh M.B. Mattos – Torres 2020 – amanhã~vou derramar meu sentimento represado.

tentativa desenho

depois

Depois de um dia gelado / sensação inverno intenso chega a noite na calçada, pequena caminhada abraçada por temperatura cálida. Nuvens brancas se é possível ser branco assim na noite… Debaixo delas / atrás delas / antes delas (sei lá como descreve / se diz isso) deve ter um céu de estrelas acesas, por isso esta luz velada, escondida em noite de inverno frio,   morno e escuro / sem estrelas, mas iluminado… Confuso isso. Talvez seja apenas eu feliz, alegre, entregue aos passos do olhar a sentir meu adormecimento. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020 – Torres

fio e corte

Coisas/pesadelos ruins terminam… Que venha o bom sono! Conexões amargas cortadas. Tempo de respirar! Exite… Respirar no sentido de libertar. Sair do julgo, tirar pesos, aliviar o caminho. Hoje estou liberta. Grata ao meu pai e a minha mãe – generosos, inteligentes, cumpri esta parte da missão. Talvez a mais pesada. Que seja bom este inverno com céu azul! Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020 (dia 4) – Torres

inadiável

Assunto inadiável eu nunca tenho: a vida pode ser assim, avoada; meu objetivo era estar contigo, e te conhecer. Não gostaria de incomodar, mas de repente te escondes de um jeito tão peculiar! Sim. Eu tenho tempo, o meu tempo é completamente eu. Escolhi deste jeito viver a vida, a minha escolha. Mas, de repente, sito falta de ti… Não sei o meu desejo, talvez fosse também o teu desejo. E tu mesmo; será que não confias em mim? Eu te pediria… Não. Não vou pedir. ” Ademais és uma pessoa pessoa…uma pessoa…em suma, uma pessoa inteligente, e eu contava contigo… mas nesse caso isso, isso…isso… Isso é o mais importante “[…] E completa Dostoiévski: “Pois é, a inteligência é o mais importante!”(p..53) O Idiota

Vou  voltar a organizar e a fazer o trabalho de F A Z E R -, e pronto. Serei outra vez eu. Com dores atrozes nas costas, acima do peso, envergonhada com as caminhadas tão curtas. Com este prazer desenfreado pelo pão com manteiga, sem o gosto do vinho. Sem a caneta tinteiro, sem o prazer… Mas, eu te prometo, voltarei para os cadernos, farei os exames regulares, e sairei do medo. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020 – Torres

Tentativa II

Mais tento, menos coragem. É o começo. Usa máscara, e se esconde: o meio parece generoso, explicativo. Ao fim/ no final o fatal decide com suavidade as evidências. O tempo. “Mas tudo ainda estava por vir, o tempo esperava, o tempo esperava tudo, e tudo deveria vir com o tempo e por sua vez.” (p.35 – Fiódor Dostoiévski – O IDIOTA – Editora 34 – 2002 – Primeira Edição) De acordo com Paulo Hecker Filho, a diferença, o colorido aquarelado, as tintas usadas nesta ou naquela pintura se aventuram na escolha juvenil. Eu me pergunto se as escolhas são/permanecem pessoais ou de fato as circunstâncias atropelam, e a moralidade rege?! Não há simplicidade na narrativa, se escutamos pequenas histórias ditas de fadas, ou da moralidade. Será que a menina Liza, Elisa ou ElizaBeth, a Beth das calçadas da Vitor Hugo, em Petrópolis se atrapalha. Importam os detalhes? Será que os casamentos/escolhas definem mais do que o conhecimento/ensino, ou a família? Ou apenas a cidade Porto Alegre, ou Montevidéu? Ou Rio de Janeiro até São Paulo e Rio Pardo? Que estranho caminho percorri aos tropeços para escolher Torres! Torres não escolhi, estava traçado. Quando meus pais compraram um apartamento no meu nome, sinalizando um poder praiano, assinei o gosto de ter uma propriedade / casa / um aconchego meu, escolhido por eles. Porto Alegre se registrou para minhas irmãs. Não foi o pequeno apartamento carioca o meu agraciado quinhão. Foi Torres, simples assim. Guaíba guarda histórias da infância delas. Suzana escreveu / escreve com beleza particular sobre a casa da tia-avó. As histórias se misturam de forma e jeito peculiar. Se existisse mapa possível, as encruzilhadas preciosas, definitivas nos enredariam nas múltiplas escolhas e a cada uma estória/ ou a história? Tentativa Dois. Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2020

desde el jardin / Jerzy Kosinsky

“O passado de um homem o mutila: seus antecedentes se transformam / se convertem em um pântano que nos convida a escudriñar / averiguar/examinar.” (p.122)
“De cara a las cámaras y al público, ahora apenas visible en el transfondo del estudio, Chance se abandonó a los acontecimentos. Ninguna forma de pensamiento subsistía de él; aunque comprometido por la situación, se sentía al mismo tiempo totalmente ajeno a ella. Las cámaras absorbían la imagen de su cuerpo, registraban cada uno de sus movimientos y ssilenciosamente los lanzaban en las pantallas de millones de televisores diseminados por todo el mundo: en las viendas, automóviles, barcos, aviones, salas y aposentos. Sería visto por más personas que las que podría conocer en toda su vida; personas que nunca lo conocerían. Los que lo estaba observando en las pantallas de sus telivisores no lo conocían  la superficie de la gente, pero al hacerlo les va arrancando las imágenes de sus cuerpos para que severdademente; ?cómo iban a conocerlo si nunca se habían encontrado? La televisión refleja sólo superficie de la gente, pero al hacerlo les vas arrancando las imágenes de sus cuerpos para que sean absorbidaas por los ojos de los espectadores, desde donde no pueden regressar jamás, condenadas a desaparecer.” (p..59)
A ser relido. Lido e a pensar…
Muito além do jardim (Being There)
1979 ‧ Comédia/Sátira ‧ 2h 10m

Descrição

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Jardineiro simplório chamado Chance cresce fechado na casa do patrão, e quando ele morre é posto na rua. Sem saber nada do mundo além do que via pela TV, ele acaba ficando amigo de homem influente, que confunde sua inocência com sabedoria.
Data de lançamento19 de dezembro de 1979 (EUA)