Paul Auster

Gosto do que diz. De como sente. E do labirinto em que se move nas diferentes solidões. Necessitada de produzir e trabalhar…, e as repetidas voltas. Quem não volta? Hoje voltei tantas, e tantas vezes para dentro de mim! Esbarro no amor de quem me ama…, e entrega. Na expressão, e no abraço inteiro…, estranho. Por que não cabe no corpo tudo que a cabeça abriga transforma, agiganta? Esta chuva forte e esperada transforma, faz magia.., recolhemos os cães e os gatos. Pássaros se recolhem, os peixes descem para mais fundo. Queria estar em paz  no recreio do melhor. Leio, releio. Acabo de receber o ultimo livro traduzido para o francês de Paul Auster, não leio em inglês. Aventura  invenção descobertas. As minhas sobre eu mesma: começo a trabalhar a terra preparar o plantio,  vou recomeçar…. Esta questão de idade estabelece urgência. O encontro, olhos nos olhos, cheiro presença

CAPA LIVRO MARCELOurgência, prazer que não pode ser amanhã… assim mesmo eu te espero. E.M.B. Mattos, março de 2018 – João já está em São Paulo. Eu espero, a mãe vai buscar, eu me encolho, a mãe cuida. Eu espero, adormecida, anestesiada. Elizabeth M.B. Mattos – março de 2018 – Torres

dedicatória marcelo

“Em retrospecto, nada poderia ser mais banal! E no entanto o fato de que eu fora incluído, de que meu pai me chamara com toda naturalidade para matar o tempo ao seu lado, quase me esmagou de felicidade.” (p.29) A invenção da solidão

A caneta nunca será capaz de se mover depressa o bastante para pôr no papel todas as palavras descobertas no espaço da memória. Algumas coisas se perderam para sempre, outras talvez serão de novo lembradas, e outras ainda foram perdidas, encontradas e perdidas outra vez. Não há como ter certeza de nada disso.” (.156) Paul Auster – A Invenção da Solidão2018-03-04 15.43.57.jpg olivro a incvençao da solidão

entre abrto livro MARCELO

assumindo sem sumir

Sete horas de cinzento amanhecer. Logo chega sol calor e o neto. Prazer no presente que chega em francês. Ah! Este danado de tempo que eu espreguiço e estico. …, vida boa alegria consciência. Café bolachas sem graça: manteiga e mel. Nenhuma fruta. Planos. Outra benção! O neto e o Japão. Perfeito, exato, adequado. Tirei fotos, e fotos esticando o braço, sem óculos! O deserto de sempre. Valorizar ver melhor filtrar sublinhar. Não consigo vencer a barreira, mas não acho exatamente péssimo…, não é defeito ser feliz? Eu sou. Não foi sempre (ah!), nada é sempre, mas acontece de encontrar, vez que outra, livro certo amigo certo amor amado certo, amiga de toda a vida, certa. E nem pó, ou  desordem, ou limite de espaço/tempo e hora, nada atrapalha: estou feliz.  E o neto chegando … Porto Alegre alegra, e …  Vontade de abraçar! Elizabeth M.B.Mattos – março de 2018 – Torres

 

CAPA LIVRO MARCELOlivro marcelo notificaçãoLIVRO MARCELO2018-03-03 08.12.54.jpgJoãao e amigos

urgente é ser feliz

Toda uma aflição angustia, sentimento bom e ruim misturados. Atropelam, assim mesmo, passam como tsunami por mim, e fico agarrada… Presa, acorrentada em um toco de qualquer árvore, qualquer, – que tenha raízes fortes. E que alguém venha me tirar daqui depois. Este alguém que eu persigo louca e desatinadamente. Ah! Sinto saudade do meu amigo Paulo Hecker Filho. Com ele podia, de verdade mesmo, lavar, escovar, passar a ferro a alma, e o retorno chegava forte e decidido, principalmente, lúcido.

Doem meus ossos. Doem meus olhos. Os cabelos, sei lá, o corpo inteiro porque viver tem este gosto/ tamanho de urgência de premência, e, no entanto…, céus! Vai tudo mesmo rolando e indo do jeito lento, manso. Não, nada disso. V A I  rapidíssimo e escorrendo / cascateando feito água…, virou a garrafa o copo, pronto, não tem como segurar…, deixa correr. Depois, bem!, depois pega o pano, a toalha e seca.

Estou feliz! Felicidade gorda única, enorme…, ele chega amanhã! E na mala? Os galhos de cerejeira, flores brancas e rosadas… Elizabeth M.B. Mattos – março de 2018 – com sol, sem chuva, sem as águas de março, tão esperadas.

tusunamiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

CARTA PAULO URGENTE É SER FELIZ

descuidados

Desistir seria o desastre maior …, então eu me acalmo e saio a me procurar. Penso: tudo está no ar no vento dentro de mim desacomodado. É o tempo. As palavras  e os sentimentos caminham distraídos apressados. Não, não são serenos, mas descuidados. Elizabeth M.B. Mattos – março 2018 – Torres

Enamoramento Fracesco Alberoni

“Quem ama tende a atrair a pessoa amada para seu próprio amor.

[…]O enamoramento é uma transformação individual, interior, que vai em busca de seu objeto. Em todos os estágios iniciais, somente um está apaixonado.

[…] a pessoa que foi ‘arrastada’ para o enamoramento, pode prescindir do outro, enquanto aquele que está verdadeiramente enamorado não pode fazer o mesmo. […]

Há diferenças que nem mesmo a paixão consegue unir: o complexo pode compreender o simples, mas o simples não pode compreender o complexo, que lhe parece falsidade e loucura.

[…] E eis então que quem está menos enamorado reprova o que está verdadeiramente enamorado por viver num mundo irreal em que tudo é jogo e fantasia. […] o que ama menos será sempre o que reprovará o outro, achando – o insensível, ambíguo e egoísta, por viver de fantasias.”(p.64-68) Francesco Alberoni – Enamoramento e Amor

recado

doar … sobrou o c/ç  de oração para escrever recado, coração e um e… eduardo elisa elizabeth renato roberto rogério regina carlos cláudio ana amaríles antônio doar dor doente domar domênico olavo orlando olivia cristina renato carmélio daniel e tu ou você no caminho deste novo arvorecer … Elizabeth M.B. Mattos – março de 2018 e, nesta foto um pedaço do MURO de BERLIM, minha filha estava lá quando aconteceu, e uma romã seca … natural, guardei. O livro, pois é … tudo que estudei no francês.muro de berlim pedaço

o que muda

Os cabelos ficam azuis quando eu me apaixono…, qualquer coisa perdida /penso perdida: não foi perdida/ou perdido, desapareceu. Ontem ao alcance dos olhos, cheguei a ter nas mãos…/senti o corpo inteiro. Hoje a sensação doente de desânimo. Cansaço arrastado e, dolorido. Quando eu me perco, fica este vazio. Estou achada noutro lugar, mas dói. Não termina. Não tem fim este desejo do eu quero. Ir além, mais e mais, ir até a certeza segura. Escrever exige uma quantidade razoável de paz de espírito. E o vazio…, estou preenchida pelo espanto de ter te encontrado. Elizabeth .M.B. Mattos – março de 2018 – Torres

revoltada…

Pois é, ainda penso em ti, como um pedaço remoto estranho da minha vida e de mim mesma. O remoto fica por conta do tempo. Mas foi tão bom aquele encontro urgente intenso necessário! Memória abençoada: recebo carta, ou bilhete. História que volta. Sacode. Amantes/ amigos / correspondentes, não de guerra. Sem pose ou bengala.  .Esta coisa de dividir! O estranhamento faz bem. Não foi excesso, mas história de amar. Bom e perfeito. O tempo passou, mas estamos vivos tu e eu. Não é maravilhoso?

…,fora do ritmo, atrapalhada, achada. Revoltada porque nada espera. Caminho sem cuidado, afoita, descuidada… Se alonga a vida, se estica. Portas abrem janelas fecham: caminho bloqueado, mas ainda um novo maravilhosamente florido.  Esquisitice se mistura com alegria. Confesso: eu me afogaria, eu me deixaria queimar se tivesse que enfrentar todos e tudo, diretamente/outra vez.  O esquisito de ser eu mesma me salva. Sofro, despedaço, mas insisto.

…, claro, sei que tudo vira poeira no fim, mas gosto de pensar na eternidade da palavra. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro  de 2018 – Torres

EU amarelada atual e boa

viciado

“Sem dúvida, os fatos nunca vêm simplesmente até as pessoas, mas são incorporados por uma imaginação formada por experiências anteriores. As lembranças do passado não são lembranças de fatos, mas lembranças de como os fatos foram imaginados.” (p.14)  Philip Roth, um dos meus autores favoritos. Prazer. E  uma trava de memória com/ no paraíso vivo belo de Francisco Brennand. Encontro comigo mesma. Philip Roth autor necessário.  Os fatos: a autobiografia de um romancista, editora Companhia das Letras – tradução de Jorio Dauster, – primeira edição – 2016 São Paulo, Companhia das Letras.

Viciado/a: “O maior medo de todo o viciado é o medo da perda, o medo da mudança. Os viciados estão sempre à procura de alguém de quem possam depender, precisam ser dependentes, e você era perfeito.” (p.193)

LINDA ESTA FOTO MINHA.jpg OFICINA.jpg RECORTADA

Pernambuco – maio de 2017 – Francisco Brennand

 Japão 2018 – Julho in Yugawara – Nanique KOK / Instagram: naniinnihon