Não vivemos sozinhos…

Estes cadernos, estes velhos diários que se empilham nas prateleiras se alinham com a verdade interna/interior de cada pessoa… Não sabemos nada de concreto/palpável, nem do que acontece no íntimo/alma do outro, por isso estamos nesta ilha solidão, no meio da apresentação… Confuso este junto / separado. Nós e os outros / eu e o outro: representação. Podemos dizer/falar/comentar qualquer coisa, e não somos nós por inteiro, nem eles, mas a representação. Nestes cadernos, nestes escritos, nesta confissão somos nós no inteiro, mas também um nós estrangeiro /projeção. A vida se apresenta aos pedaços, poetando…  Compreendo que somos únicos apenas no momento que somos reconhecidos pelo outro. Intimidade complicada de estar e olhar e ver o outro, e, então, nós nos reconhecemos. Cadernos, diários, cartas desvendam os pedaços para formar este inteiro/completo ser humano. Assim, meu amigo amado, penso, sei, questiono, e quero te dizer muitas e muitas coisas, mas acabam não sendo relevantes porque a distância, o ambiente, a neblina, o sol ou chuva modifica tudo, e não estamos juntos. Não estás a me ler por inteiro… Os cadernos, os diários, as fotos, as cartas se perdem no porão. Existe um calvário interior na vida de cada pessoa, íntimo / quase escuro. Pode ser descoberto, mas não aparece no primeiro olhar. Elizabeth M. B. Mattos – setembro 2016 – Torres

unnamed-9-jpg-maravilha-de-foto

joana-e-a-familiaos-guris-2016brindeboaunnamed-9-jpg-gostei

“Belo texto , a vida anda o tempo passa , calvários, mochilas todos carregam , mais ou menos espinhosos . De forma que viver é um desafio , enfrentar o mundo outro desafio. Mas viva a dureza com beleza das coisas boas e singelas .
Guerreiros e lutadores como os Vikings, que se aventuravam jovens aos mares nórdicos para os desafios do desconhecido. Se apequenar nada nos traz de resultado , a vida simplesmente é dura e bela. Calvário é algo muito cristão é religioso, as maiores batalhas na antiguidade e atuais sempre foram religiosas vide as cruzadas. Com todo respeito por qualquer crença que aliás são muitas.” 

Dado K. Corbetta

Divórcio em Buda

Gosto desta correspondência silenciosa, não diria cifrada, porque conversamos um com o outro e sabemos o que o outro sente, ou vai dizer, ou vai escrever. Há o comentário formal, o recado. Eu, eu transito entre um livro e outro, entre uma paixão e outra. Entre raiva, tristeza, ou na euforia do encontrado. Depois uma certa melancolia porque já terminou… Sempre termina. E outro livro e outro livro. Terminei o quarto volume de Karl Ove,  espero o quinto, e o sexto, mas já sei que é isso, apenas isso: a história de um homem que quer ser escritor, quer escrever. E conseguiu escrever com sucesso. Ganhou vários prêmios. Eu me sinto vazia, estou vazia. Aquele sentimento estranho da despedida. É sempre assim na despedida, ou perto do final.  Depois do prazer o esvaziamento. Vou tentar agarrar logo outra leitura. Não gosto de despedidas. Sándor Márai nasceu na Eslováquia.  Relação antiga, começou com o livro As Brasas.  Ler tem esta coisa misteriosa de apego. É verdade que o livro se fecha o tempo passa, e, …acabamos esquecendo o detalhe, fica-se com o essencial. Então, meu amigo amado, eu caminho em círculos.

Tento fechar seus olhos, sua boca, abraçar seus braços. Vou ler em voz alta para você. Enquanto leio, passar a mão nos seus joelhos. ElizaBeth M.B.Mattos setembro 2016 -Torres

”Mas ela me ama…,pois é, me ama. Como se costuma dizer: à sua maneira. Qual era a maneira de Anna? Ah, incondicional… Eu sei, incondicional. Anna não regateia consigo mesma. O que é amar alguém? Por muito tempo acreditei que fosse conhecer, conhecer perfeitamente, conhecer todos os reflexos da alma, talvez conhecer seja o mesmo que amar. Mas isso é apenas uma teoria. Enfim, o que é isso, conhecer? Quanto se pode conhecer uma pessoa? Até onde se pode seguir a alma do outro? Até os sonhos? E depois? Na consciência dos órgãos já não consigo acompanhar. Não devo nem mesmo esperar enquanto cerra os olhos, despede – se de mim e se retira para aquela outra dimensão, para o espaço da noite, porque existem dois mundos, o outro fica além das dimensões conhecidas em que vivemos; e nesse outro mundo talvez vivamos de modo mais real do que no mundo do espaço e do tempo … agora sei que existe outra dimensão, totalmente nossa, diferente para cada pessoa… “ (p.143) Divórcio em Buda de Sándor Márai

unnamed-2

Outro autor / leitura que me envolve, consome, prende…, aumenta. A leitura tem poder.

Porta aberta

Estou começando a entender, meu amigo, o porquê da sedução quando tinhas doze ou treze anos posto que sou seis, ou sete anos mais velha do que você. A sedução como um marco, um acontecimento de iniciação e magia. Hoje, no agora, a memória chega como cadeau, um presente, para confortar. Outra fatia de viver amor, e lembrar. Presente em pacote surpresa com fita colorida, perfumado, envolvido em seda, dentro de outro papel ilustrado envolto em veludo. Macio e lúdico este presente.  Apoiados nesta boa memória entendemos a conversa. Então, importa saber do alho e do amor, da brincadeira perdida.  Vive – se o intricado, oculto e sensual desejo do lúdico presente. Das bruxas e da solidão. Do agora. A loucura certa, juvenil, acontece hoje. Reavivada lembrança.  Sou a desbravadora do amor. Bonito isso.

Ficou aberta a porta, mas você não entrou, nem desembarcou na minha vida…

A porta segue aberta.

portas-abertas

CARTA e memória

ZOLA A CÉZANNE

Paris, 26 de abril de 1860, 7 horas da manhã

[…] Quando vejo um quadro, eu sei quando distinguir entre o branco e o preto, é evidente que não posso permitir-me julgar pinceladas. Limito-me a dizer se o tema me agrada, se o conjunto me faz pensar em alguma coisa boa e grande, se o amor do belo transpira na composição. Numa palavra, sem ocupar-me do ofício, falo sobre a arte, sobre o pensamento que presidiu à obra. E penso agir sensatamente; nada me dá mais pena do que as exclamações dos pretensos apreciadores que, tendo aprendido alguns termos técnicos nos ateliês, vêm recitá-los com aprumo e como papagaios. Você, ao contrário, que compreendeu como é difícil espalhar, segundo nossa fantasia, cores numa tela, entendo que o ver um quadro você se ocupe muito do ofício, que se extasie ante tal ou tal pincelada, ante uma cor obtida, etc., etc. Nada mais natural; a ideia, a centelha está em você; você busca a forma que não tem e a admira seja qual for sua desculpa, ponha a ideia na frente dela. Explico-me: um quadro não deve ser apenas cores trituradas, espalhadas numa tela; você não deve indagar constantemente por qual processo mecânico o efeito foi obtido, qual a cor empregada, mas ver o conjunto, perguntar se a obra é efetivamente o que deve ser, se o artista é mesmo um artista. Há tão pouca diferença, aos olhos do vulgo, entre um quadro ruim e uma obra-prima! Em ambos há o branco, o vermelho, etc., pinceladas, uma tela, um quadro. A diferença está apenas naquele algo que não tem nome e que só o pensamento, só o gosto revela. […] Aliás, não falo por você; se você tem qualidade, como creio firmemente, não precisa estabelecer essas distinções que acabo de fazer um pouco puerilmente. Cada gênio nasce com seu pensamento e com sua forma original; as coisas é que não podem separar-se sem acarretar uma completa nulidade. […] Mas não me leve a mal se estou assustado, mesmo sem razão, e se digo como amigo: Cuidado! Pense na arte, na arte sublime; não considere apenas a forma, porque a forma por si só é a pintura comercial; considere a ideia, crie bons sonhos; a forma virá com o trabalho, e tudo que você fizer será belo, será grande. […]

P.S. Estou recebendo sua carta neste momento. – Ela faz nascer e mim uma doce esperança. Seu pai está se humanizando; seja firme, sem ser desrespeitoso. Pense que é o seu futuro que está sendo decidido e que toda a sua felicidade vai depender disso. – O que digo sobre a pintura torna-se inútil a partir do momento em que você mesmo reconhece os defeitos de X***.

Responderei à sua carta brevemente. (p.51 )

Cartas da Juventude,  CEZANNE Correspondência, tradução de Antônio de Pádua Danesi, 1992 – São Paulo

unnamed-1-jpg-cezanne

Da pintura para a memória

Éramos tão jovens quando casamos, tão apressados! Lembro do reencontro depois dos sustos com nossa pequena! Então poderíamos retomar, recomeçar, e ficar, definitivamente, perto um do outro. Oscilamos, duvidamos, e nos separamos. Talvez houvesse certeza certa que os filhos seriam elos, amigos e guardiões. Hoje penso que poderia ter feito mais …. Tínhamos o mesmo olhar, a mesma convicção. As mesmas dores, mesma lucidez diante das perdas, dos encontros, da família. Passados tantos anos, e todos separados, conseguimos, ao final da vida, devagar, aproximar a saudade. Eras tu, eras eu, e sentamos lado a lado como se acolhêssemos a vida, juntos. Aceitamos o olhar. Mas foi apenas isso, o olhar. Nunca a mesma língua, nunca o mesmo entendimento. Nunca a mesma sintonia, sempre o estranhamento incerto do momento. Nunca entramos na vida um do outro. Foram ligeiros e passageiros aqueles anos de sermos marido e mulher.  Você embalado na fluidez, ou aturdido: “ não sei do que se trata”. Eu, inquieta pessoa a procurar…

O sitio Arapiranga em Carangola (Petrópolis- RJ) foi nosso. Nós dois a recriar a forte e premente ideia de liberdade que sempre alimentamos. Pintavas no teu ateliê, e eu badalava o sino para te chamar. Plantamos flores, fizemos horta, e nos deixamos ficar a sombra das grandes figueiras. Lemos. Eu estudava o francês no encantamento das minúcias. As crianças tranquilas no silêncio da serra, no nosso silêncio. O telefone não tocava, não nos distraímos com o mundo, apenas um com o outro. Partilhávamos o fogo da lareira. A quietude livre, o silêncio criativo. Música. E nos amamos no frescor desta reclusão. Por isso, disso, sentimos a miúda saudade, e vem o lamento de termos nos separado.

desapareceu aparece

desapareceu aparece fica vai flutua pensa e esquece na folha de jornal a notícia não mais do que notícia e o espelho reflete vaidade sem saudade. Sombra sem sombra sem sentido sem elo sem fio sem chegada. Nada. Só fantasia amiga do amigo? O jornal diminui se extingue se reforma numa forma de revista sem cor, sem notícia, só o ia. Há que ser resumo opinião o certo e o errado o bom lado do inferno escaldante e louco de política malcheirosa deste sem caráter sem ética sem o outro, mas sempre só o eu do eu aberto exibido e assim despido farsante…palhaço malabarista narcisista…Pois é, dia sim outro não, leio o jornal, apressada, nas escadas o jornal do vizinho que se esquece nem liga ou guarda o jornal da escada, esquecido…e te leio.

venta aqui. Venta um vento forte e morno. Do vento e do morno o bom do perfume doce dos jasmins. Espero a chuva. De notícias nem bilhetes nem cartassssss ou telegramas…. O telefone que toca apressado não atendo não falo desaprendo, mas leio. Leio tudo do muito… Assim te envio mensagem ventosa no meio da noite que assobia e não espera, desaparece aparece Albertina 

Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2016 – Torres

Direto nos setenta anos

Esqueço de dizer que envelhecer faz parte … e, afinal quer dizer que vivemos, ou já vivemos, e se passa setenta anos, que estamos vivos. Que bom! Que eu chegue aos oitenta. Mas vou confessar uma coisinha esquisita que de um modo geral não dá pra entender. O compromisso com a beleza ou o compromisso com o fazer,  ou ser e, … neste sentido a beleza pode atrapalhar. Acho que me atrapalhou. Ou abrimos mão dela, o que não é justo com o fato, ou atropelamos descuidando. Nunca consigo explicar. Queria ser lembrada por ser quem sou, mas como esquecer  a tal facilidade … Dizer parabenizar  ou vencer o feio seria pior … Esta foto, por exemplo, adoro! Bem, e lá chego nos/aos setenta, inquieta. Nem Dinamarca, nem Noruega…, mas aos setenta anos. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2016 – Torres

537080_538230906198046_790327243_n

ao-telefoneboaunnamed-9-jpg-gostei

 

A boneca

Estou naquela idade de conselhos perigosos, desnecessários, e ou arbitrários. E incapaz de preencher com a devida energia o que precisa ser feito ou dito…  Quero pensar, falar, discutir, mas tudo sendo urgente é inútil, ou desnecessário. Estranho sentimento. Um desabafo. Sempre na corrida, na hora da fresta o cansaço, ou  não, não importa. Vagar e paciência na conversa, necessários. De natureza combativa estou no viés. Sei lá como explicar. E sem paciência, embora a idade deveria ser coroada de pacífica harmonia. Estranho que ao te perder eu te encontro. Encontro pedaço esquecido, desconectado. Assim mesmo, sabendo que o importante se desfaz na explicação abro o vinho como recomendaste e penso nas exigências prosaicas: manteiga, pão, carne macia. Salada tenra, doce português. O copo de cristal, os pratos alemães, a prata dos talheres, o linho do guardanapo. E as margaridas. Exigências idiotas que a vida inspira. Bebo o vinho. Penso outra vez que te perder é estar contigo neste momento. Um capricho teu, não meu. Rezo um terço do rosário, e me debruço na janela. Fotografo a boneca, imagino histórias. Estranha lucidez. Vou inventar a história de amor, de paixão, ou loucura que não vivemos. Elizabeth M. B. Mattos setembro – 2016 – Torres

boneca

Por quê?

Envelhecer. Paramos para pensar, articular, mapear e pensamos, ‘não vai dar tempo‘. Curiosidade. Não fazemos, mas imaginamos o tempo sem tempo. Juventude. Não fazemos nada, e deixamos tempo hora, e, a imaginação corre. E o tempo passa igual. O mesmo. Seja velho, seja jovem: fazer e fazer fazer sem pensar na hora, fazer. Por que não faço? Por quê? Elizabeth M.B. Mattos – Torres – 2018

“Estar cheio de ser é viver como corpo-alma. Nosso nome para a experiência de ser pleno é alegria.” (p.89)  Elizabeth Costello de J.M. Coetzee

KARL OVE Knausgård

 

“Não vivemos nossa vida sozinhos, mas isso não quer dizer que vejamos as pessoas com quem vivemos. Quando meu pai se mudou para o norte da Noruega e deixou de ser para mim uma pessoa física, com um corpo e uma voz, um temperamento, e um olhar, de certo modo ele sumiu da minha vida, no sentido de que foi reduzido a uma espécie de desconforto com o qual eu por vezes me defrontava, por exemplo quando ele me ligava ou alguma coisa me fazia pensar nele, uma espécie de campo em mim que podia ser ativado, e nesse campo estavam todos os sentimentos que eu tinha em relação a ele, mas não ele próprio. Tempos depois eu li nos cadernos de anotações dele a respeito do Natal que ele havia ligado das Ilha Canárias e das semanas que se seguiram. Nesses cadernos aparece como ele próprio, no meio da própria vida, e por isso essa leitura seja tão dolorosa para mim, porque ele não apenas ele é muito mais do que os sentimentos que eu tinha em relação a ele, mas infinitamente mais, uma pessoa viva e completa no meio da vida. ” (p.292)

Minha Luta, volume 4 – Uma temporada no Escuro de Karl Ove Knausgård

Ainda um trecho do livro, as anotações do pai de Karl Ove encontradas após a morte:

“Sábado 10 de janeiro. Dormi até tarde. Quebrei uma garrafa de xerez na cozinha. Passei a tarde na companhia de uma Smirnoff azul! Domingo 11 de janeiro. Quando acordei senti que o dia seria mais uma vez doloroso. E eu tinha razão! Segunda-feira 12 de janeiro. Dormi mal na noite de domingo para segunda. Fiquei me revirando na cama, ouvindo ’vozes’. Fui trabalhar. Comecei com uma aula de inglês. É difícil quando estou fora de forma. E ainda mais estressante com as aulas ao entardecer. Terça-feira 13 de janeiro. Mais uma noite em claro. Parece que o corpo não aceita ficar sem álcool. Fui trabalhar. ” (p.294)

Não voltar

Não posso esquecer de contar. As pitangueiras estão floridas, as amoreiras carregadas. Amoras azuis apontam nos galhos esticados. O pomar da lagoa se manifesta. E faz cinza na beira da Lagoa do Violão.

“ Eu podia ir à Dinamarca no verão. E eu não precisava mais voltar. ‘ Eu não precisava mais voltar’. Eu nunca tinha pensado nisso antes, mas essa possibilidade mudava tudo. Com a luz fria e clara no rosto, sob o céu cinzento de outono, no meio da floresta à beira do rio, foi como se o futuro se abrisse diante de mim. Não a maneira esperada, como todos faziam, prestar serviço militar no norte da Noruega, depois cursar uma universidade em Bergen ou em Oslo, viver por seis anos numa dessas cidades e passar as férias em casa para então arranjar um emprego, se casar e ter filhos que seriam os netos dos pais. Mas simplesmente ir embora e desaparecer. Se afastar de todo mundo. Nem ao menos ‘daqui uns anos’, mas naquele exato momento. Dizer para minha mãe naquele verão: estou indo embora para nunca mais voltar. Ela não podia me impedir. Eu era livre. Eu era uma pessoa independente. O futuro se abriu como uma porta. As faias da Dinamarca. As pequenas casas de alvenaria. Lisbeh. Ninguém saberia quem eu era, eu seria apenas um recém-chegado, que logo iria embora. Eu não precisava voltar! Ninguém jamais precisaria saber qualquer coisa a meu respeito, eu podia simplesmente desaparecer, me afastar do mundo. Era uma possibilidade real.” (p.221) 

– Minha Luta 4  – UMA TEMPORADA NO ESCURO,  KARL OVE KNAUSGÅRD

Pode ser esta a biografia. Autobiografia? Recorte de leituras. Um dia meu filho disse: estou indo embora para nunca mais voltar. O feito no desfeito que possa ter sido …, foi. Tantas decisões descabeladas tomadas na juventude dos 16, dos 17 anos. Ou justas, e ou precisas decisões. Ou sonhos realizados. Filhos corajosos. Não fui a Dinamarca, nem a Noruega, e a França se concretizou tantos anos depois do meu estou indo embora. Os filhos saíram para morar na Alemanha, na Itália, Estados Unidos ou para serem, apenas, livres. Revisitação a leitura dos livros do norueguês Karl Ove. Biografias convergem, retalham, aproximam … uma viagem.