Pedro e Lucia

“Não a amava, então? Justamente ele a amava e por isso em toda a parte a via, sob todas as formas. Pois ela é toda sorriso, toda luz,toda vida. E o desenho exato seria um limite. – Mas a gente quer este limite para sossegar o amor e para possuí-lo. Ainda que nunca mais a visse ele sabia que ela existia e que era o ninho. No furacão, o porto. O farol da noite. Stella Maris, Amor.”(p.35)

Romain RollandPedro e Lucia – Tradução Carlos de Lacerda – Ed Globo, 1945.

SONO na casa de campo

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Nascer no abraço do amor: amamentar, sorrir, dormir, pensar. Cantar, falar, sorrir, olhar, ver, escutar, sentir, Stella, Luiza, Pedro, Arthur, Francisco, Júlio, Marco, Jean. João Carlos, Maria, Stella. Estrela, mar, onda, cor, brilho, amanhecer. NASCER. Hoje, amanhã, sempre crescer… Beth Mattos – 2013 – Porto Alegre

Liberdade torcida

Os livros voltam; e porque voltam preciso guardá-los. Nas páginas deste, ou daquele autor as mesmas palavras. Ditas lapidadas reconhecidas, mas as mesmas.  Sem vaidade abaixa- se  a cabeça. E nos reconhecemos…  Então o recorte.  O dito é a voz do outro. Um jeito de se esconder, fugir a responsabilidade! Retomada,  ou talvez conclusão? Assimilei o que li, ou leio o que já é conhecido? O fermento faz crescer o pão. O espelho reflete a verdade. Estranha memória! Surpresa. Se a memória falha, se não é estudo, mas ritmo, reconhecimento prazer preenchimento água ferro … Se … O cristal ou a prece … sair, chegar compreender telefonar. Que importa? Está lá. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro 2013 – Porto Alegre

O que mais me irritava era que, à primeira vista, as pessoas me tomavam por bondoso, afável, generoso, leal, fiel. Talvez eu possuísse essas virtudes, mas se isso fosse verdade, era por indiferença: podia dar-me ao luxo de ser bondoso, afável, generoso, leal e tudo, mais, pois não sentia inveja. (…)

Desde o comecinho, devo ter-me treinado para não querer nada muito a sério. Desde o comecinho fui independente, de uma maneira falsa. Não precisava de ninguém, pois queria ser livre, livre para fazer e dar apenas o que ditassem meus caprichos. Assim que se esperava ou exigia alguma coisa de mim, eu dava para trás. Foi a forma que assumiu minha liberdade.” (p.5-6)

Henry Miller nas primeiras páginas de Trópico de Capricórnio

Um agitador toma a palavra

Um agitador toma a palavra. O artista é tomado por ela.

Um agitador toma a palavra. O artista é tomado por ela.

A matéria a que o compositor dá forma é o som, e o pintor fala por meio das cores. Por isso, nenhum leigo respeitável que fala apenas por meio de palavras se atreve a emitir um juízo sobre música ou pintura. O escritor dá forma a um material acessível a qualquer um: a palavra. Por isso, qualquer leitor se atreve a emitir um juízo sobre a literatura. Os analfabetos do som e da cor são modestos. Mas as pessoas que sabem ler não são consideradas analfabetas.

Será a literatura nada mais que a habilidade de apresentar ao público uma opinião com palavras? Então a pintura seria a arte de expressar uma opinião em cores. No entanto os jornalistas da pintura são os pintores de paredes. E eu acredito que o escritor é aquele que diz ao público uma obra de arte. (…)

Devemos ler todos os escritores duas vezes, os bons e os ruins. Uns serão reconhecidos, e os outros desmascarados.

KARL KRAUS AFORISMOS – Ed Arquipélago – Seleção, tradução, glossário e apresentação Renato Zwick – Porto Alegre 2010.

Viajantes Inimagináveis

O destacado é pessoal. Oliver Sacks traduz/explica doente e doença.  No prefácio ele cita Nietzsche: ”Quanto à doença: não somos quase tentados a perguntar se conseguiríamos passar sem ela?” Devemos fugir destas patologias? As histórias pessoais são o foco, e mostram a confusão. É preciso expor, explicar, repetir, este é o desafio…

Naturalmente, o cérebro é uma máquina e um computador – tudo o que afirma a neurologia clássica é correto. Mas nossos processos mentais, que constituem nosso ser e vida, não são apenas abstratos e mecânicos, mas também pessoais, e nisto envolvem não só classificar e categorizar, mas também continuamente julgar e sentir. Se estes dois últimos estão ausentes, nos tornamos semelhantes aos computadores, (…), analogamente, se apagamos o sentimento e o discernimento, o pessoal, das ciências cognitivas, nós as reduzimos a algo defectivo (…) – reduzimos igualmente nossa apreensão do concreto e real.  (p.34)

O homem que confundiu sua mulher com um chapéu.

Editora Companhia das Letras. 1997 –  OLIVIER SACKS

 

A biblioteca

A biblioteca transpira, inspira, embeleza o individuo, e surpreende. “De depósito de livro, passam a oferecer quase tudo. Alguns espaços são silenciosos, para ler. Em outros, conversamos ou nos reunimos”. E, nos renovamos. “Seu ambiente terá o visgo intelectual da Ágora grega, das livrarias da Rua do Ouvidor nos tempos de Machado de Assis, dos cafés da Rive Gauche, das Starbucks e dos restaurantes chineses do Vale do Silício. Haverá abundância de jornais, e revistas e livros de interesse geral.”
A biblioteca

Muita historia escrita! A biblioteca!

A fantasia de tantos textos! E a casa de memórias…

Vitor Hugo 229 – Petrópolis – Porto Alegre. “Há uma coisa, um pé fantasma, que às vezes dói como o diabo, e os dedos se dobram para cima ou têm espasmos. […] Então sinto a perna, vividamente, mas é um fantasma bom, diferente.” Olivier Sacks. A biblioteca, minha  dor  fantasma,  é outra: olhar os nós de pinho na lareira, imaginar o fogo, ver as pessoas.  A menina encolhida na cadeira,  as bonecas. A porta  aberta pro jardim, o pai a descascar laranjas… O alpendre com as lajotas oitavadas, vermelhas. Ou ainda a mãe, pernas recolhidas em cima do sofá, lendo sob a luz de um abajur alto. Alabastro, mármore, prata. E as estantes de louro conversam nesta memória fotografada. Elizabeth M.B. Mattos

A biblioteca vestida de gala.

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“A nova biblioteca, salas e auditórios promovem conferências, concertos e exposições. Por que não jardins lindos, para criativos peripatéticos? Ou espaços para meditar? No fundo, a biblioteca deve tornar-se um lugar de leitura, troca de ideias e interação criativa entre os frequentadores. Enfim, uma usina intelectual, contribuindo para o avanço do país. Naturalmente, quando bate a fome, lá comemos. Afinal, um lugar onde se lê e se tomam livros emprestados, porque não os vende também? Assunto e clientela são os mesmos das livrarias.” Cláudio de Moura Castro, 26 de agosto de 2015, – revista VEJA  –  Bibliotecas: metamorfose ou morte?

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Desenho do Jorge Roberto Ortiz Domingues: duas famílias se fundiram.

VITOR HUGO 229 Petrópolis Porto Alegre

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Maria Araci Correia Meyer, Luis Augusto, Beth Mattos e Paulo Correia Meyer

Nossa confraternização. Os amigos!

Ainda no tempo de rever e lembrar!

Beth Mattos, Paulo Rocha e Suzana Mattos

003003  Paulo Correia Meyer, eu, Ana Helena Macedo, Magda Franciosi,  Maria Araci José Marques e Cavalcante (uaiiii!) Memória, os nomes?! E era na minha casa o jantar…, depois ou antes do baile das debutantes?!

AMENIDADES do percurso

TORRES

TORRES era o SONHO DE VERÃO! AS férias traziam os encontros na SAPT, o cinema, dançar, ser feliz era ordem do dia!

Torres, 25 de janeiro 1962.

GINKANASOCIEDADE LUIZ AUGUSTO

POTINS

Os nomes mais top da jovem guarda gaúcha tomaram parte ativa na competição. O segundo lugar coube à equipe de Lalo Kroeff Corbeta com Guga Stumpf, Beth Mattos e Anette Ferreira. E o terceiro lugar à equipe de Roberto Saboia, com Kitty Kroeff, Oswaldo Kroeff e Vinicius Shimitd.

Quatro biquínis foram aplaudidíssimos: Kitty Kroeff, Bety Reverbel, Bília Fortini e Magda Franciosi.”