marca venenosa

Marca …, imperceptível, ou adequada, ou nítida, perceptivelmente venenosa. Leitura, ato de coragem, de consciência. Perigo se desamor … “ Tudo se contagia muito facilmente, de tudo podemos ser convencidos, a razão pode estar sempre conosco e tudo pode ser contado se acompanhado da sua exaltação, da sua desculpa, de seu atenuante ou de sua mera representação, contar é uma forma de generosidade, de tudo se pode sair impune ou, ao ainda mais que isso, indene. ” (p.369) Javier Marías in Amanhã, na batalha, pensa em mim.  Referência rei Henrique IV in Falstaff de Shakespeare – a traição. O poder corrompe o amor. Não entendo.  E as mulheres carregam a culpa dos pecados.

Henry de Montherlant no Les Jeunes Filles: I Les jeunes filles (1936), II Pitié pour les femmes (1936) III Le démon du bien (1937) e IV Les lépreuses (1939) contamina as mulheres …, castiga, e por quê? Raivoso perigoso. CUIDADO com as LEITURAS …. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2018 – Torres

 

Sempre a culpada, por mais rosado esteja a parede azulada …

Apenas vou saber no ponto final. E na vida, e nas histórias, e nos encontros, e nas explicações, e no beijo, e no abraço, em tudo, … nunca quero chegar ao ponto final. E.M.B.Mattos

“[…]como se nossas ações e nossa personalidade fossem em parte determinadas pela percepção que os outros têm de nós, como se chegássemos a crer que somos diferentes do que críamos ser porque o acaso e a passagem descabeçada do tempo vão mudando nossa circunstância  externa e nossas roupagens. Ou são os atalhos e os tortos caminhos de nosso esforço que nos mudam e acabamos acreditando que é o destino, acabamos vendo toda a nossa vida à luz do último ou do mais recente, como se o passado tivesse sido apenas preparação e o fôssemos compreendendo  à medida que se afasta de nós, e o compreendêssemos  totalmente no fim.” (p.152) Javier Marías – Amanhã, na batalha, pensa em mim

Apenas vou saber no ponto final. E na vida, e nas histórias, e nos encontros, e nas explicações, e no beijo, e no abraço, em tudo, … nunca quero chegar ao ponto final. E.M.B.Mattos

 

 

uma dívida

“Fico lhe devendo essa, não sabe como lhe agradeço. Fica me devendo a história, mais tarde […] sim, mais tarde – disse eu,  e pensei que talvez já estivesse devendo a muita gente, contar uma história em pagamento de uma dívida, ainda que simbólica ou  não cobrada, ninguém pode exigir o que  não sabe que existe e de quem não conhece, o que ignora que aconteceu ou está acontecendo, e portanto não pode exigir que se revele ou que cesse.” (p.123) Javier Marías – Amanhã, na batalha, pensa em mim

E porque as histórias não podem ser contadas se apimentam, e se apertam em conversas idiotas, constrangidas dentro de outras histórias incontáveis, proibidas. Gaguejantes, ou confessionais. Espremo entre uma risada e outra, uma explicação idiota, ou uma observação mais descabida ainda porque, afinal, … não quero dizer nada do que disse, ou do que penso, ou sei. Não fui ao cinema, não terminei nenhum livro, cansei da fuga de Salman Rushdie, e sei que sobreviver não é viver quando amor não é paixão, e sei também da preguiça, da nostalgia enfiada na lentidão do dia, e na inquietude úmida deste londrino cinzento torrense. Tenho pressa. Que a noite chegue noite, depois sinto medo de te esquecer, que seja logo de manhã e … Sim, eu me agarrei nesta não história obsessiva que me emprestaste, confessional, irreverente. E em todas histórias que deixei para viver depois, depois e depois, não aconteceu, ou como neste livro:  imprevisto, impremeditado, ou inevitabilidade. ‘Não procurei, não quis.’ Ou quando as coisas saem mal. Fico pensando o que significa mesmo sair mal. Deixar de acontecer? A vida tem aquele caminho florido certo absoluto que segue ao temporal, tufão, furacão.  No entanto, tu sabes, eu sei como foi/ ou o que deixou de ser: eu te vejo. Tem um café na rodoviária, no aeroporto, um beijo, um avanço ou um recuo. Na verdade, tem a droga do tempo e da idade e da memória que  nós dois não perdoamos. Elizabeth M.B.Mattos – Torres – 2018 e, a bem da verdade, não tiveste medo. Nunca tiveste medo, nisso eu te admiro.

trivial

…sim, é o que penso, ou sinto, nem sempre digo. Amanhã, na batalha, pensa em mim  título síntese. Ou nada, sempre, fomos JAVIER MARÍAS. Alguns/ certos autores, não digo, nem escrevo penso, transcrevo. É o jogo. “Nós nos envergonhamos de coisas demais, de nosso aspecto e crenças passadas, de nossa ingenuidade e ignorância, da submissão ou do orgulho que outrora mostramos, da transigência e da intransigência, de tantas coisas propostas ou ditas sem convicção, de termos nos apaixonado por quem nos apaixonamos e termos sido amigo de quem fomos, as vidas frequentemente são traição e negação contínuas do que houve antes, adultera – se e deforma -se  tudo conforme vai passando o tempo, e no entanto continuamos tendo consciência, por mais que nos enganemos, de que guardamos segredos e encerramos mistérios, embora a maior parte seja trivial. Como é cansativo mover -se na sombra ou, ainda mais difícil, na penumbra nem uniforme nem igual a si mesma, para cada pessoa são umas as zonas iluminadas e outras as tenebrosas, vão variando seu conhecimento, os dias, os interlocutores, as ambições, e nos dizemos constantemente: ‘ Já não sou o que fui, dei as costas a meu antigo eu'” (p.230-231) Javier Marías outra vez, outra vez. E as leituras se completam. Seu Rosto Amanhã, a trilogia, se esparrama nas muitas citações. Como pude esquecer que este livro … bem, este tu podes ler, por favor, sem saudade. Amanhã. Não me esquece. Elizabeth M.B.Mattos – setembro 2018 , – não sei nada de nada. Aprendi a lição de ler em ti o que sou. Somos.

assédio

1.

Faço a mudança quarta-feira. Caixas fechadas. Tempo estacionado. O sofá não me deixa dormir, preciso de cama desarrumada, com travesseiros, dois, ou três, cheia de cobertas. Cama é uma boa palavra. Os gatos seguem a conversar durante a noite. Não quero cães, nem gatos, nem ratos, nem passarinho piando. Não sei exatamente o que eu quero. Talvez… (risos). Que não me perguntem em quem vou votar, se o Brasil merece isso ou aquilo. Não diga nada. De preferência nem olhe nos meus olhos. O apartamento parece/está apertado. Vou sentir falta dos jasmins. Vou sentir falta de mim mesma. Alguém bateu na porta. Controlei o meu ímpeto de deixar tocar, deixar chegar, deixar sair, deixar acontecer apesar de… (risos), vou abrir. A Lispector tinha razão quando se debruçava nela mesma para escrever, e se escondia no escuro. Todos devem ter minimamente razão quando dizem basta, chega, não quero, não vou. Estranha e parcial decisão. Nem eu entendo… Assédio. Tudo se trata de assédio. O outro faz a diferença nesta corrida de obstáculos. Nada farei, nem exercício, nem maratona, nem matemática. Não darei nenhum passo. Vou me mudar. Sair do planeta e pronto. Sem endereço. Uma cama, um amontoado de ideias com tinta, invento. Adoro esta palavra cama, ama, caixa, isso. Deita. Abraça. Pega. Segura. Chega. Vou beliscar, arranhar, bater. Chega! A palavra era/ é  C A M A. Comprei dois galões, pincel, o rolo… Guardei aquele caixote. Ah! Gosto da cadeira de madeira, espaldar reto. E a mesa da cozinha com aqueles dois gavetões vai me servir também. Não sei porque L. conseguiu escolher um estofado tão demais e muito tão horrível! Fico com ele, e vou me espantar com estas flores amarelas e este roxo gritando. Fecho os olhos. Vou carregar o vaso, plantar um verde qualquer… que não seja exigente e tenha cheiro de flor. Não será iluminado envidraçado, nem ventilado. Céus! Como é mesmo aquele apartamento? A porta! Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2018

COZINHA LABORATÓRIO

de mãos vazias

Gosto em ti tudo o que não conseguirei ser. Gosto do poder que tens de dominar / jogar. Gosto da sedução e como ousas ousar. Outro campo outro cheiro, outro interesse… Gosto. Da estranheza. Justamente, ou exatamente o que não temos, o que não é meu, nem teu. A voz me atrai. A diferença. Se sou tímido quero alguém extrovertido, se sou nostálgico quero alguém no agora, ou no amanhã. Se gosto de ler, quero alguém que fale / diga. Quero conviver (viver com, junto), não me isolar. Se sou desajeitado, quero um alguém de soluções. Sem mesmice, mas prazer… Volto vou e me deixo ficar. Elizabeth M.B. Mattos – setembro – 2018 – Torres

[…] “o país dos sonhos, que nos dá a ilusão de ser ilimitado e de mudar constantemente, tem na realidade apenas alguns caminhos curtos, fixos e conhecidos, percorridos por todo o mundo e nunca ultrapassados. Os homens podem ser muito diferentes, seus sonhos não o são: neles obtêm sempre as três ou quatro coisas que cobiçam – mais ou menos depressa, mais ou menos completamente, mas sempre -, pois ninguém sonha em ficar realmente de mãos vazias. Eis porque ninguém descobre a si próprio quando sonha de olhos abertos, ninguém toma consciência da sua personalidade; de nada adianta a imaginação quando se trata de antever a satisfação de conseguir o que desejávamos, a incapacidade de reter o que nos escapa, o prazer que nos enfara, a direção para a qual nos voltaremos quando começarmos a sentir falta do que perdemos.” (p.125) Jens Peter Jacobsen (romancista dinamarquês do século XIX (1847-1885) NIELS LYHNE

editado pela Cosac & Naify na Coleção Prosa do Mundo – escreve Rainer Maria Rilke: “Agora se lhe revelará Niels Lyhne, um livro de esplendores e profundezas. Quanto mais o leio, mais tenho a impressão de que tudo está aí dentro, do perfume mais discreto da vida ao sabor pleno e forte se deus frutos pesados.”

diferenças

Ando atrás das diferenças, das disparidades, daquilo que não sou. Ando atrás do gosto, do teu sorriso que me escapa, das tuas certezas, de tudo que tens e não tenho. Ando atrás do meu passado, …das distrações, das cirandas. Ando atrás das nossas brincadeiras. Do teu medo. Da tua raiva. Ando atrás de ti …, da tua timidez, das tuas audácias. Dos teus esconderijos. Das tuas ameaças. ando atrás dos teus segredos. E da tua voz. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2018 . E não adianta nada estar ao teu encalço. Tu me escapas.

tudo muito, absolutamente, errado

Tudo errado. Tem dia assim, tudo errado. Sim, talvez o Amoras seja apenas um diário sem nada de verdade, feito ou criado. Droga de diário íntimo. Espanto. Estou ali, estou? Oxalá estivesse, oxalá fosse, oxalá a questão fosse coragem. Tanta coisa que não é. Vou tomar café, vou tirar a roupa, vou fazer amor, vou comer sem parar, vou gritar. Ser gentil o tempo todo. Vou me olhar no espelho. Por que fico tanto e tanto tempo longe do espelho. Esqueço. Esqueço a alma, a vontade, o desejo. A verdade, esqueço que não temos amigos, nem inimigos: projeções. Votar. Sim, tenho que votar para presidente. Escolher alguém que governe, faça e ajude e seja honesto, a verdade. Onde está a verdade? Sim, como é mesmo ser honesto bacana e certinho? …, céus! Como é mesmo que as pessoas tem que ser para ser. Estou com raiva. Uma raiva canalizada. Deve ser de mim mesma, deve ser do tropeço. Deve ter raiva da vontade de acertar. Deve ser raiva de estar no lugar errado, mas, afinal, o lugar é apenas um lugar, não és tu, não sou eu. Errada. Equivocada. Entranha. Esquisita esta coisa de entender e aceitar. Estou completamente equivocada…Estou? Gostei desta palavra. Quero consertar alguma coisa. Não sei o erro, não sei nada. Se eu tivesse certeza do nada. Se fosse apenas o vazio sem beijo tato ou desejo. Do absolutamente nada seria mais fácil. Que droga! Quando amanhece eu acho que vai ser diferente, melhor. O bastante. O tranquilo, seguro, certo, bom e melhor. Raiva é um sentimento pequeno, tão imediato, tão simples! Porque não jogo tudo pela janela,  e vou…, vou tomar um banho de mar e sentir frio. Frio. Está gelado lá fora. Eu queria começar do princípio. No começo tu não estarias aqui, não serias, nem eu seria. Não haveria acaso… Elizabeth M.B. Mattos – setembro venta e porque o vento faz ruído a vida fica (…), fica como? Não sei. Deve ser bom estar no vento. 2018. Se o telefone tocasse, provavelmente, eu não atenderia. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2018

Acho tudo um escândalo. Perfeitamente gritante. Sempre que leio AmorasAzuis.com fico com a sensação de que poderia ter dito, escrito ou pensado algo semelhante. É tua humanidade, profunda, sensata e irrefreada que te faz errada e certa. Variante. O humor e a auto-percepção. Como gosto de espelhos! Vejo-me sempre. Talvez seja mesmo narcisismo. Mas geralmente não. Olho o meu rosto no espelho, o rosto só não…, e busco o rosto daquele menino a descobrir as dores dos fracassos e as alegrias dos sucessos. Me sinto presente. Totalmente. Também tenho raiva. Afinal, os fracassos costumam ecoar pelos anos afora e os sucessos geralmente são subestimados. E tens, nesta de hoje, um detalhe sobre o tempo que valorizo muito. O vento. Este fantasma a nos dizer que vivemos no fundo de um Oceano Atmosférico. Pode destruir construções, arrancar árvores e nos jogar ao longe. Mas geralmente tenho-o como meu ponto de referência. Não rastejo, afinal, ao fundo deste oceano… Sou parte dele. Vento vente sobre mim, meus cabelos, meu rosto nú. De todas as partes do meu corpo geralmente é o rosto que se deixa despido mesmo que voces, mulheres, o maqueiem… ainda assim está nú. Prestes a sentir a temperatura, o aroma, a força e tudo o mais. Errada? Não… Humana.

Gosto desse seu jeito intenso de falar coisas… Assim, a alma não engasga!

Poesias boas de ler. Rápidas. Aparentemente leves. Mas que trazem uma mulher à procura do ser. Sem choros ou gritos mas com pesadas lágrimas nas entrelinhas suaves e descomplicadas. O impacto forte da leveza,
a aparente simplicidade das coisas. Pungente mulher no claro-escuro do inverno. Em Torres, contra o mar, ao relento do frio vento. Maresia. Vida e morte.

notícias diluídas

 

Notícias estranhadas, ou diluídas entediadas, as mesmas.

Retomo palavras da citação: caminho, frescura  +  vergonha e inferioridade = eu me renovo, eu me proponho, eu recomeço, mas sinto vergonha do pouco progresso, da mesmice, de apreender devagar, ou até de emburrar, empacada. Vejo um muro, porta fechada. Por que isso ou aquilo? E eu me consolo, eu me embalo. Eu ouço música. Bebo o café, penso que deveria fazer um bule de chá, arrumar o armário, ou pendurar as roupas.

“A caminho, a frescura do ar, e a vergonha que lhe causava a consciência de sua inferioridade, puseram – no em condições de ordenar suas ideias; e o trajeto foi curto, e à medida que se aproximava da sua casa, o conde sentia renovarem – se todas as suas angústias. ”  (p.149)  Umberto Eco Elogio do Monte Cristo in Sobre os ESPELHOS e outros ENSAIOS

Esquisita falta importância ou loucura, ou raiva. A cabeça deslocada, insanidade. A dor veste uma memória. Lembrança se desmancha e brota. (…, risos.) Falar, falar, falar ou escrever. Respirar. E tudo será defesa. Nem era o grande amor, nem era especial, nem era para sempre, nem era o que imaginei. Chegou perto / muito, e perigosamente perto, e me desnudou com voltas / feitiço e encantamento. Rodeado de casos amorosos. Minúsculos, ou insignificantes. Pequenas aldeais povoadas. E as estórias se misturam em conversas compridas soltas feito fitas coloridas a balançarem ao vento: todas com palavras suspiros e verdades e mentiras e … aquela poeira levanta. Eu me esquivo. Eu me exponho exibida. Eu respondo que não sei, foi tão depressa, tão ao acaso, tão num repente, de imediato, sem data, assim, … nem sei se foi comigo?! É a defesa. A defesa se agarra no esquecimento, se afoga na negativa, não tem nada de altaneira, de visível. A defesa se multiplica num emaranhado de palavras conceitos lembranças e tantos não me lembro. Quem eram estes dois?

Volto para dentro de mim mesma e vejo a menina acordando, a jovem se espreguiçando. A mulher a se contar estórias. Repasso as roupas pretas, os lenços coloridos, escuto risadas, bebo outra vez o vinho, e já tenho cabelos brancos. Trabalho. Sou feliz, refeita, livre, presa, amarrada, sou eu aquela mulher que corre, que vai sem ir … sou eu mesma? Não sei. Uma transfusão. Desvendar o inventando fantasiando. Entro na minha vida -, luz e jogo, estou presente sem estar. Estou anciã depois daquela adolescência toda. Perco a memória e me desencontro dos fatos evidências ou provas.  Coloquei os óculos em qual mesa? Perdi o livro, mas faz dois minutos estava nas minhas mãos. Eu já almocei? Céus!  A roupa não está na gaveta que pensei estar. Assim, este amontoado de histórias sem começo nem fim …, e eu me volto para quem se coloca insistente ao platônico faz de conta que é … O que importa se fecha na ausência e na imprecisão. Conversas se abrem e se fecham como flores. Eu te espero. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2018 – Torres

de volta

Consegui (esforço/ apego/ preguiça/ descaso/ esquisitice; pode ser tudo ao mesmo tempo este hábito de estar com a mesma roupa a mesma roupa, a mesma roupa …, todo um mês) colocar o velho jeans para lavar, como não tem água por aqui …, consegui jogar num canto, perfumar o corpo, e vestir preto, aquele uniforme rebelde. Ontem a roupa se arrastava no meu corpo, e o ânimo infestado, agarrado num sono louco durou um dia. Acordei. Outros livros, outro animo. Claro que me desgostei do espelho, a cara parece mais amassada do que nunca. As rugas trazem mapas desconhecidos. Tenho faróis, e nem acho que os cabelos me escondem… Jasmins entram festivos pelas janelas. Um sol ameaça o dia, e posso receber um batalhão de visitas e sorrisos, … estou pronta. Elizabeth M.B. Mattos setembro de 2018 – batom, brincos e anéis –

na fazenda com os cães