A beleza fica

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A notícia é de ontem, 14 de janeiro. Entre poucas notícias, o bom com David Coimbra.  Bom escritor, bom jornalista, jovem, e atento. Inspira bons sentimentos. Arranca do matagal, deste amontoado de horrores, uma margarida para fotografar. Gosto do que pensa quando escreve. “Pensando bem, só os ralos assassinos é que são novidade em 2014. E a volta de Jacqueline Bisset, mesmo que perplexa em frente às câmaras, mesmo que já não tão gloriosa como nos tempos em que garotos suburbanos carregavam suas fotos pela vida, a volta de Jaqueline Bisset é a lembrança de que o mundo pode ser melhor, pode ser um mundo que aceite as diferenças, que trate com descência os pretos, os pobres dos fundos de cadeia, que cuide dos pormenores da segurança das crianças. O mundo pode ser melhor.[…] O mundo pode ser belo como os olhos azuis de mar de uma deusa distante, uma deusa que pode coisas que você jamais poderá saber.”(Zero Hora,p 43 Esportes. 14 de janeiro de 2014

Subjetiva objetividade

O  maior vício entre os vícios pode ser a leitura. A leitura obsessiva que faço de mim mesma em tudo o que leio. Busco na palavra escrita não apenas a nova ideia, mas pensamento já pensado que adquirem selo de confirmação. O lido ressoa numa zona conhecida,  a minha. Sublinha o que já vivi – e, reavalio. Leituras são pedaços inacabados. Reencontros do prazer de ter sido… A mesa cheia de papéis tomada por pastas e folhas. Concentração difícil, motivo para não chegar ao fim. Desordem e prazer. Elizabeth M.B. Mattos – janeiro de 2014 – Torres

LIVROS e livros Virgínia Woolff

 

Habeas Corpus

Açambarcar engolir, ver cor na palavra… Absorvo algazarra. Acompanho correrias e brincadeiras, joelhos esfolados, e já tenho nas mãos bolas coloridas. Empurro carrinho de boneca, bocejo. Comandos mecânicos. O doméstico da vida junto ao morro. Diferente da vida no campo. Roberto Carlos, depois Beethoven, concerto para piano. Li o livro que mandaste pelo correio. Passei lençóis, experimentei a nova receita de bolo de laranja. Dormi um pedaço da tarde. Penso na urgência de fazer alguma coisa que verdadeiramente importe: sair do doméstico. Tens razão escrevendo: “nas coisas simples estava a felicidade: marido, casa, arvoredo, gado.” E ainda: “e para alimentar a tua fantasia, as nuvens, que nos dias ensolarados, povoam o campo com um rebanho de sombras.” na mesma carta, releio:  “reencontraste o sabor do pão feito em casa, tu que por tanto tempo te nutriste com o pó do asfalto da grande cidade. Eu te compreendo, mas não deixo de pensar na tua formação esmerada, nos teus companheiros, clássicos e modernos, da língua francesa. Tu os abandonaste?” Meu amigo, as pessoas acomodam na memória velhas experiências, e como linhas/lãs  reaproveitáveis, de um velho tricô, elas são transformadas em cachecol para as noites de inverno. Prazer quente senti naquele tempo… Tu também tens “saudade das rosetas, dos mata-cavalos, das marias-moles, das guanxumas, e dos carrapichos que jogavas, por maldade, na corujinha da tua irmã negra”, escreves.  Gosto dessa conversa de missivas, e estou contigo na saudade do amor, do Rio de Janeiro. Diferentes cenários, idênticos e domésticos sentimentos. Nostálgica leitura! Tempo da campanha do cheiro do mato, das ovelhas. Da paz, e  das crianças. Depois tempestade. Sou eu que mudei por dentro, ou me surpreendo com atropelos que me obrigam a mudar. Lá, a vida se desdobrava mansa. Hoje, inquietude e angústia. Não sei se lamento. Ao ler o que escreves repasso sentimentos. Aos teus olhos, aos meus, o novo deve ser ponderado.

Acordei assustada do sonho. Fiz chá, acendi as luzes. O significado da necessidade não está neste construir e destruir peculiar à natureza humana. É preciso ser livre para viver, mas desanimo no ócio, no gesto cansado desta tristeza. Há urgência na vida. Absorvo a separação: viramos ex-marido, ex-mulher. Esbarro na liberdade, de repente, vazia. Agonia necessária. A vida queima, nós queimamos. Qual será o momento do encontro? Chegaremos à margem do Guaíba? Ao poente? O lençol cobre a terra. No ar transgressões. Passagens da vida com a pincelada do corte da ruptura. Pedaço interno lá de dentro do corpo doendo ardendo. Acabo sentindo fisicamente  ausência distância e abandono.

Será justo, não será? Por quê? Porquanto fiz desfiz. Começo, recomeço. Não saio do lugar, apenas morro um pouco. Será? Dias longos chegaram: não estavas aqui como deverias estar. Desânimo, cansaço igual ao teu. Não desanima. O desânimo nos consome… Nós não conseguimos. Quero voltar. Costura minha dor: fazer bordado deste arrependimento. Consegue o Habeas Corpus, depois o meu perdão! Elizabeth M.B. Mattos – Rio de Janeiro – 2014

Fragmentos de cartas de Iberê Camargo e desenho de Pedro Moog

DESENHO PEDRO JOANAAAAA

Abraço de verão

O verão se espreguiça. Estica os dias na sensação de abraço. Calor, alegria colorida. Rua cheia de crianças, velhos, homens e mulheres que estão naquele estado letárgico do que denominamos férias de verão. Bares, calçadas maiores. Ilusão ótica. Odores suarentos.Quero casa limpa, crianças cheirosas. Quente este verão! Chuvoso também. Agora fresco. Cinza. O cinzento que lava as calçadas… Chuva conforta.  Faz pensar. O mundo inteiro se internaliza consciente. Ou é a chuva que se apresenta pensante, assustada, ameaçadora? A natureza se espreme.  Agita, transborda. Renovação necessária. Abastece o mundo de água… Mas também grita, e se desespera. Encostas escorregadiças, tomadas. As entranhas terrosas  surpreendem com raízes, pedras. Movimento veloz, violento. O homem se perturba. Mutação. Peso. Agitação! Costas curvas de montanhas que gemem.  Arrimos artificiais, invasores. Quando chove o céu reclama, o homem pensa. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2014 – Torres

Prazer brincos e batom

Colocar batom prender o cabelo. Pensar em saladas, exercícios e cuidado com o  sono. Aproveitar o frescor da chuva e este sol. Esquecer pequenas dores, completamente, e as grandes. Vontade de viver fazer conversar estar. Por que não seguir apenas o que nos faz bem? Ler uma revista pipocar nas notícias caminhar. Pensar que desta vez o horóscopo pode estar certo: vou encontrar novo amor.

Concordar com Costanza Pascolato. “Já casei três vezes e tive o grande amor da minha vida. […] Estou satisfeita e não me sinto sozinha. Na minha idade, a gente tem amigos para sair, conversar, passear. […] Acho ótimo que ainda me procurem, mas se já tinha defeitos jovem, imagine agora, com tosse, o reumatismo… ’Para sempre’ só funciona se os dois envelhecem juntos.”

Quanto ao medo de morrer queria sentir como ela afirma: “Agora não, porque estou bem e ativa. No dia em que eu ficar ranzinza, inútil, perder essa energia, aí acaba a minha farra e eu vou querer ir embora. É bobagem ter medo de morrer. Nascemos e morremos sozinhos. Eu nunca soube de ninguém que escapou desse destino.

Não quero morrer, irei sob protesto: se é verdade que ninguém ficou para sempre, terei que ir. (risos) Sinto medo.  Ranzinza, sem energia. Sem força de fazer fazendo, aos trancos. Tão devagar! Tão desgovernado! Um pouco aqui outro ali, e depois? Coragem! Quero a chuva inteira batendo na janela para não poder sair de casa… Desligar o celular, não atender ao telefone, nem interfone.

Não quero usar óculos, mas ver com os meus olhos, minuciosamente, ao meu redor. E o meu redor são livros não lidos, revistas. Serra do Mar Lagoa do Violão e o mar que não está deste lado de cá, mas logo ali… Filmes. Pintura de artistas esquecidos. Cartas não lidas …,enfim!

Transgredir, ótimo. Distorções do outro a ler interpretar, e pensar de jeito diferente, o prazer. Concordâncias no abraço. Contraponto  e impulso! Sabor. Ser jovem. Elizabeth M.B. Mattos – janeiro 2014 – Torres

Gosto da transgressão de postar uma imagem e todo mundo interpretar de um jeito diferente do que pensei originalmente. Não faço aquela coisa de mostrar o batom do dia, o look… Era só o que faltava: exibir look geriátrico! Até entendo que tem público para isso e pessoas que atendem a esse desejo. Outra coisa que gosto de fazer é ouvir as conversas entre jovens. Eles estão descobrindo tudo agora e trazem frescor a informações que já são velhas para nós.”

A vida é um privilégio e não podemos passar por ela em branco.”

Os valores foram aprimorados com o tempo. Já quis muito a aprovação dos outros, agora não dou a mínima bola.”

“Meu olhar é poderoso e muito crítico Vejo cada transformação do meu corpo, mas nem por isso me desespero. Hoje pior do que os espelhos, são as fotos espontâneas que tiram em qualquer lugar. Aí você se vê como é verdadeiramente, fazendo careta, sem pose.”

“ No final, o que importa não é roupa, mas como você a carrega.”

(p.109-110, revista Cláudia, janeiro 2014– Estilo sem Idade entrevista com Costanza Pascolato)

Mentiras

001Seria possível alguém inventar alguma coisa tão pormenorizada e diabólica? A resposta é sim. A mente de um enfermo, de um moribundo, podia ficar repleta de coisas sujas e organizá-las de forma muito convincente, […] Mentiras desta natureza podiam estar à espreita nos cantos da mente de qualquer um, penduradas como morcegos, prontas para se aproximarem de um momento de escuridão. É impossível afirmar “Ninguém seria capaz de inventar isso.” Basta ver como os sonhos são complexos, contendo camadas e mais camadas, de tal modo que constitui apenas o pouquinho que se consegue raspar do topo. Quando tinha quatro anos ou cinco, Enid disse à sua mãe que havia ido ao escritório do pai e o vira sentado atrás da escrivaninha com um mulher no colo. Tudo o que se lembrava daquela mulher, tanto na época quanto agora, se resumia ao fato de que ela usava um chapéu com muitas flores e um véu (algo bem fora de moda mesmo então), além de que a parte  de cima do vestido ou da blusa estava desabotoada e um seio nu se projetava para fora, com o bico desaparecendo na boca do seu pai. Contara isso à mãe com a absoluta certeza de que havia visto a cena, dizendo a ela:” Uma frente dela estava enfiada na boca do papai.”[…]”Igual a uma casquinha de sorvete.” Sua mãe então fez algo inesperado. Abriu o vestido e pôs para fora um objeto esmaecido, que sacudiu com a mão. “ Como isso?” Enid disse que não. “Uma casquinha de sorvete.”Então foi um sonho”, disse sua mãe, “Os sonhos às vezes são muito bobos. Não conte nada para seu pai. É tolo demais.” Alice Munro (p.87-88) O Amor de uma Boa Mulher – CONTOS  “Não olhe para mim, talvez eu não seja o que você queria que eu fosse. Eu espero tanto da inteligência, mas é preciso dedicação envolvimento, não apenas vontade.”(p.208)

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Ilustração

002Veríssimo, Zero Hora, Donna, Em Úbeda.
Cinco (5) de janeiro 2014
“Todos nós conhecemos ‘ los cerros de Úbeda’, por onde andamos em devaneios, ou quando é absolutamente necessário mudar de assunto. Em Úbeda adiamos tudo o que precisa ser feito, não pensamos no que nos atormenta e desfrutamos do doce prazer da indefinição: em Úbeda só se passeia, nada se decide. Ou , como nos casos de El Cid e de Ulisses, Úbeda é onde se perde tempo. Há quem nasça e passe toda a vida na sua Úbeda particular, longe da realidade, sem se dar conta. E há os que escolhem ficar em Úbeda em vez de encarar as durezas da vida.

El Cid apesar do bucólico desvio que atrasou sua chegada, acabou chegando, e pondo os mouros a correr. Ulisses, no fim dos sete anos nos braços de Calipso, finalmente decidiu que era hora de ir para casa. Tanto El Cid quanto Ulisses teriam chegado vigorados ao seu destino depois de sua passagem por Úbeda, El Cid no campo de batalha para salvar o rei, Ulisses na cama da paciente Penélope. O que serviria de exemplo para cronistas que passam longas temporadas em Úbeda, dedicando-se a frivolidades inconsequentes, para vez que outra acabar com a digressão, dar um mergulho na realidade e escrever para valer.”

EM TEMPO

Preocupada com adores comidas certas em horas erradas quase esqueço do tempo, 2013! Não! 2014! Que verão! Que sol! Que tanto calor! Teimo em não veranear, fico morando/ habito naquele velho e gostoso lugar. Empacoto antigos e obtusos velhos jeitos, na mesma sequência peculiar de ElizaBeth… Vidros lavados. Bom perfume dos afazeres. Sofro ansiedade. Não gosto de me agitar fisicamente indo aqui e ali. Descrevo viagens no mesmo olhar. Na passada contida. No silêncio, no meio sorriso. Pés na terra, ou no mar, sem passar pela areia … No mesmo endereço. Enfim!  Não ouço o telefone tocar, não leio mensagens, nem encaminho bons votos, nem emagreço como gostaria, apenas uso o silêncio. Sem sair do mesmo lugar permaneço, fantasticamente, exausta, como se atravessasse o deserto. Mal terreno espiritual. Novas paisagens eventos festas luzes, e horas tardias!  Estranheza! Esqueço de amorar, ler e ficar. Esqueço verbo adjetivo substantivo soterrada em caixas malas, e papéis. Cartas a serem relidas retratos  a serem datados. Roupas a serem dobradas. E velhos amores a serem resgatados. Todos os queridos e queridas! Difícil dizer/ falar/ escutar em tempos modernos tão visuais! Elizabeth M.B. Mattos – janeiro 2014  em Torres

Tu mesma o tempo inteiro

Roupas para lavar nível mínimo. Presto atenção aos saltos e na ostentosa gritaria da máquina. Aos poucos, elimino amontoado de lençóis fronhas e toalhas da cesta. No intervalo arrumo a gaveta. Reviso notas, e transcrevo endereços telefones para a nova agenda 2014. (Maquininha infernal o celular!) Novos pregos na parede para novos quadros. Curiosa agitação doméstica! E leio o jornal. Ação contínua de bom domingo ensolarado ventoso, bem fresco. Hoje cedo fui ao supermercado comprar pão refrigerante manteiga nova detergente, e a Zero Hora. Lendo de trás pra frente, destaco a coluna do Santana escrita pelo interino Moisés Mendes, Gato ou Cachorro: “A vida e suas escolhas. Você acha que uma das grandes decisões da humanidade é esta que deve tomar agora, no vestibular, por exemplo, entre Engenharia e Medicina. Outra escolha: você tem que optar entre pegar logo aquela bolsa e ir para Paris, ou ficar por aqui mesmo, porque a Sorbonne já não tem tanto charme e a Bruna pode arranjar outro: você vai estudar o fim da pós-modernidade em Paris, volta insuportável e ainda perde a Bruna. Ou fica aqui não evolui como pessoa e perde a Bruna de qualquer jeito. Ou esquece a Bruna e se inscreve como candidato a colonizar Marte, com passagem só de ida. No fim as grandes decisões mesmo são as cotidianas que podem mudar muito mais a vida de alguém do que dois anos na Sorbonne. Uma decisão grave, que o mundo ocidental enfrenta é esta: gato ou cachorro? […] Gatos são femininos, cachorros masculinos. […] Cachorros, com certeza, sorriem.  Gatos são impassíveis, mas intuitivos. Dizem que os gatos previram, por agitação noturna, a crise de 2008 que quebrou Lehmann Brothers e as bolsas, um cachorro menos apegado a bens materiais, não entende nada de capitalismo. Mas, enfim, questões práticas dividem e unem gateiros e cachorreiros. […]” E segue citando nomes e motivos, muito engraçados porque as pessoas gostam ou desgostam deste ou daquele. Depois conclui que escreveu tudo isso porque não tem Facebook.

Embora tenha o outro mundo que não te centralize, só faço pensar em ti, e nas danadas das escolhas. Tuas, minhas, na loucura das decisões, no tumulto interno, no silêncio necessário, neste ir e vir das pessoas porque é verão. Para nós nativos, a estação do sol tão boa como a das chuvas. O mar sempre a nos receber e cestos cheios de amoras azuis. Nas canções o francês. Noites invertidas divertidas, embora no mesmo lugar, sem ir e vir, mas fico. Quanto a máquina de lavar encontro solução e com óculos leio as letras miúdas das instruções; acerto nos botões, e viver parece mais fácil! Escuto tua voz: “Nunca usei esta máquina de lavar!” Penso nas vezes em que estiveste perto e longe ao mesmo tempo. Saudade. Onde estás? Em Paris, ou Berlim, Boston ou Verona. Ou era Veneza? Depois Rio de Janeiro, outra vez Porto Alegre, muito pouco Torres para usares a lavadora. A tua máquina de lavar. Projetos urgentes, mutantes. Decisões cotidianas. Vida um risco no céu, um cometa, ou veloz como carro da Fórmula 1, ou surpreendente como o dia nascendo ao mesmo tempo que a noite. Dança. Roda gigante. Enquanto sigo sentada na poltrona, pés nas almofadas, evito aquela danada dor. Leio ou costuro, ou apenas olho para trás. E tu neste ritmo todo, ora aqui, ora ali, cheia/tomada de sonhos planos dourados azuis ou verdes acontecendo na ponta  corajosa da tua vontade. Penso em ti o tempo todo. Estará hidratando a pele, usando os produtos certos, cuidando do cabelo? Comendo o necessário, não apenas pão manteiga, e café preto…, nem dormindo muito tarde. Sei que acordas ao nascer do sol. És a imagem que só eu tenho de ti. O cheiro que apenas eu sinto. Tu mesma o tempo inteiro.  Minha Luiza. Elizabeth M. B. Mattos – Janeiro de 2014 – Torres, Praia da Cal

LONGE não EXISTE

Acho que o que nos faz voar, seja lá o que for, é a mesma coisa que atrai o marinheiro para o mar. Algumas pessoas jamais compreenderão isso e nós não podemos explicar-lhes. Se elas estiverem dispostas poderemos mostrar-lhes, mas nunca dizer-lhes.

O mundo é como é porque nós queremos que ele seja assim. Só quando a nossa vontade muda, é que o mundo muda; seja o que for que pedirmos, conseguimos;

 

Nunca haverá alguém que seja dono de qualquer coisa além dos seus próprios pensamentos. Através dos tempos, nunca conseguiremos conservar a posse de gente, lugares ou coisas. Podemos caminhar um pouco com eles, mas, mais cedo ou mais tarde, tomaremos, cada qual, posse apenas do que é nosso – o que aprendemos, como pensamos – e seguiremos separadamente os nossos caminhos solitários.

 

Não é ser amado e admirado pelos outros que nos dá alegria de viver. Essa alegria provém de ser capaz, eu próprio, de amar e admirar tudo aquilo que acho raro, bom e belo – no meu céu, nos meus amigos, no contato e na alma do meu biplano.

 

Não saber a verdade não a impede de ser verdadeira. (Longe é um lugar que não existe – Richard Bach)

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