
Fico aqui falando comigo mesma e pensando nisso e naquilo. No que fomos/somos: um somado ao outro. Esgaçados, intensos, adolescendo em praia, sem segredo. Eu a me sentir culpada: coisa minha. Grande culpa bíblica escancarada. Tão falante e murmurante sem dizer o que importa. Deveria ter ficado ao teu lado ouvindo devagar esta alegria. E teu rosto aberto em sorriso a me espiar. Sempre apressada corri para este longe que sou eu. E tudo que queríamos era mesmo estar/ser. Que castigo! Não precisavas ter morrido apressado, também tu, inquieto. Por que fugiste?, … assim neste teu mal súbito,entre um boa noite e um silêncio. Debruçada sobre mim mesma te imaginei já dormindo e me consolei no meu próprio sono. Amanhã. E não houve amanhã. Atravessei a distância, exausta. Eu dormi, e tu morreste. O começo amado, não o fim, não desaparecer. Não morrer. Mas os medos saíram correndo apressados, antes de mim. Correndo assuntados como se pudessem compreender o grito. E na palavra, na voz, na volta seríamos dois.
Sabíamos que não eram de amor as tuas prisões, não eram amorosas, mas apenas vaidosas e cintilantes. Elizabeth M.B. Mattos







