Quanto mais queremos

Quanto mais queremos, melhor queremos,

Quanto mais trabalhamos, melhor trabalhamos e mais

Queremos trabalhar. Quanto mais produzimos,

Mais fecundos nos tornamos. 

Após uma orgia, nos sentimos mais sós, mais aban-

donados.(p.81)

 

Charles Baudelaire  – Meu coração desnudado – Ed Autêntica: tradução e notas Tomaz Tadeu

 

Plus on veux, mieux on veut,

Plus on travaille, mieux on travaillhe et plus on veut travailler.

 

 

…que adianta tentar?

Procuro nas caixas de sapato, na papelada guardada… Nas estantes de tijolos. Encontro. Abro cartas, laudas e bilhetes… Como sigo descabelada, ansiosa, igual nestes anos todos! Quando o amor devora jeito, trejeito de saudade e sorri brejeiro… Ele volta.  Nas tuas cartas, nas minhas, a trilha, a picada, o rio, a praça, o hotel, caminhadas… Areia, mar, janelas abertas. Mosquitos. Tecido bordado, repassado. Tu e eu, os mesmos.  F e l i c idade?  Vivos, iguais!  Risadas nas minhas gargalhadas. Ponho-me a te escrever na absurda saudade daquele amor amado, compartilhado, imaginado na GAAL, na Albertina, no Gafa, no Y e no H. Como todas as normas de um documento eficaz.  Em qualquer letra misteriosa usada pelo ciclista, na curva da praça. Retrato riscado, e azul. Ausência de lantejoulas e vermelho. Ausência. O ciclista se aproxima, e nos sorri, ele também. No percurso de um ir e vir  esquecimento de pacotes azedos, e fitas pretas e verdes. Uma jovem moça loira se atravessa, tropeça, e cai nos teus braços cruzados. Esquisito.  Telefone, cartas, telegramas. E a minha sempre doente ansiedade! Ciúmes, carência, e transbordamento. Que saudade meu amado de amor passado, presente! Porque existia a vida toda escondido, a cutucar, cochichar nos meus ouvidos, chegou velho… Que droga! Mas ficou. Velho. Escondo outra vez o tremor deste amor… Máscara. Letras. Despistes, ou exposição. Beijo. GAAL

Esta coisa de se amar de amor, – nudez de alma  – importa! Tu me descreves do jeito que sou ‘voltada pra mim mesma’, excessiva em tudo. Barulhenta no convívio… Reflexiva ao escrever, repetitiva: cruela talvez! Carinho, presença, transbordamento criativo. Tua generosidade! Eu me vejo egoísta, egocêntrica, exigente. Tu desdobrado, presente. E nestes momentos de ‘reencontro’ amoroso que eu me permito dou-me conta do tamanho todo daquele sentimento enorme que foi te amar, enfiada agora no teu amor por mim. Dizes numa das cartas:

“Às vezes tenho medo de nós. ‘O que salva nosso amor é nossa juventude’, escreveste numa das tuas lúcidas cartas. Mas tenho medo dessa juventude tardia, que me domina na velhice. Talvez só se possa ser verdadeiramente jovem na idade adulta, quando se perdeu a juventude.”

Sigo lendo tuas cartas descritivas, as minhas acometidas fúrias desenhadas. Tremo a cada encontro. Grito. Entre triste e furiosa, nervosa eu te beijo… A última vez que nos encontramos, e fomos assistir ao horrível filme sueco O submarino… E nos deixamos ficar na aba do velho prédio do Correio do Povo (acerto?). Eu me esforçava em te contradizer, negar, alterada. Sem nenhuma concentração, só vontade de abraçar. No amor não existe palavra, tens razão. Como não te beijei na chuva… Como picavas meu coração sem saber eu me precipitei numa volta de rompantes… Estrangulava-me o ciúme, a dúvida, e me sentia pequena, inútil, e sei lá quantas mortais doenças… Com esta natureza fervente me recolho! Importa ainda que saibas quanta força me entregas, quanto do explicitado amor. Inflama vida. Chego à França e só em ti penso. Chego aos amados atravessando teu corpo… Traindo a ti, a mim. Só contigo me ocupo. Não me esvazio do cheiro, do beijo. Tu me dás coragem, mesmo na fragilidade… Eu te abraço voraz!  Atropelo. Mas é bom saber que teclei na velocidade de toujours… Talvez nem leias, não respondas, não estejas, não vejas, não queiras, repudies… Que importa! Elizabeth M.B. Mattos – março de 2013 – Torres

O trono vazio

Nunca suficiente. As horas, e os dias. Este infindável amanhecer de angústia. Noites e noites… Crimes! Furtos. Acidentes! Pedras, lixo. Prisões e mortes. Injustiça! Ou justiça cruel: não vou mais cantar/contar! Nem sei por onde começar! Matei, mas não queria! E nem pensei em morrer! Protesto! Não parece lamentável? Deveria ter terminado a faxina no quarto, lavado a roupa, limpado os livros, comprado flores… E houve tempo pra que toda a violência, a pobreza, aquelas insolentes carências desaparecessem… As manchetes! Não resolvi. E nem o repente sinalizado, iluminado por bandeiras, gritado nas ruas deu-me tempo de rezar, purificar, saldar as dívidas! Minhas terras serão tomadas, as casas esvaziadas. E eu? Tal qual Hugo Chaves não tive tempo de me despedir! Não queria ir! Vou, fui sob protestos! Portanto fiquei… Tarja preta ao braço. Lamento. Lágrima. As minhas lágrimas secaram. Todos lamentam? Lamentam? As revistas, os jornais falam em despedidas! Notícias! Droga! Não sou eu que morri!  Eu fiquei. Toquem música todo o dia, é uma ideia da morte… Morte? Somos eternos. Cada passo é a marca da minha eternidade. Sou pra sempre, sigam meus passos! A eternidade do poder! Eu vivo, viverei, e todos viverão! Nada altera a minha vida, nem a morte. O legado do vazio… Um mito. O Papa apenas se retirou. Elizabeth M.B. Mattos – março de 2013 – Torres

Conversa com Paulo

Porto Alegre: 10 de Outubro de 2001.

Lá estava eu na fila de autógrafos ansiosa, cansada e com calor. Apenas trocamos um olhar apressado. Estou a me adaptar com a cidade. Absorvo a inquietude do excesso. A convivência suga… O dia é longo, termino exausta. Com alunos era/é  fácil, natural. Agora tenho uma chefa menina – auxiliar – competitiva! Lidar com ela exige, permanente, atenção. Oito, nove horas em alerta. Sinto-me culpada por não estabelecer limites. Perdoa as queixas! De Porto Alegre a janela livre com verde e sol. Que delícia! No entanto ainda não usufruo como gostaria. Não leio. Não estudo, nem me deixo ficar… Estou mentalmente agitada e preocupada. Há que haver certeza –, L. ainda não chegou. Enfrentaremos uma certa adaptação. Estou procurando um estágio-trabalho para que fique mais perto de mim… Paulo manda a data da feira do livro. Relapsa, não tenho lido os jornais. A menina da galeria lê e recorta, cola na pasta, e… Eu olho. Vou mudar isto. Sei lá. Assumir. Definir. Apertar e chegar no equilíbrio. É um bilhete de saudade. Logo te escrevo mais. Alguma coisa no ambiente / neste estar pesa. Uma crueldade qualquer, desencontro. Não sei descrever: catástrofe! Beth Mattos

ANTONIO CARLOS RESENDE

RESTAURANTE BEIRA RIO 062 DANÇANDO COM O DESTINO

   “Encontramos história recente do Brasil, em especial do Rio Grande do Sul. Ali está a Legalidade, com Brizola; o golpe que derrubou João Goulart e ergueu os militares; o exílio, a anistia, a redemocratização. Tudo ligado ao mundo, como o emblemático 1968. (…) No plano da frente, estão as cinco personagens principais: Sebastião Bontempelli, César Romero, Luciano Ollan, Aldo Vallone e Dácio Rivero. (…)

Cinco personagens, construídas pela imaginação de um autor. Mas Bontepelli se inspira no ex governadore Silval Guazelli, Luciano Ollan, no escritor Paulo Hecker Filho, Aldo Vallone, no ex-senador José Paulo Bisol, Dácio Rivero, no professor de literatura, Dionísio Toledo. E César Romero no próprio Resende. Aqui outra porta se abre. Para a autobiografia. Mas Gide não se fotografava nas suas páginas. Tampouco, José Lins do Rego era o menino do engenho. Entre os autores e as personagens, havia um livro repleto de linguagem. Depois dela, ninguém mais é o mesmo e, agora, pode ser tudo. Porque houve uma ficção, como em Dançando com o Destino.“

 Celso Gutfreind (psiquiatra e escritor)

CULTURA/ZERO HORA/ Sábado, 02 de março de 2013.

RESTAURANTE BEIRA RIO 061

A imagem

Milagres pequenos, raros, legítimos. O esforço de chegar, mostrar  a verdade escapa pelos dedos como trigo moído! Pão -, a doçura de uma prece! Tua chegada na minha vida… As montanhas que falam são cúmplices da voz que olha pra longe. Acendo um cigarro. Penso no silêncio fresco, e atordoante. A fumaça sinaliza o esforço que faço…Vejo flores brancas presas no tronco rugoso.  Ficção, arremedo de suspiro que caminha fluído… A vida se esconde nas feridas abertas. E vemos  indícios do que nos seguirá neste acaso do ocaso…

De tanto bater meu coração parou, (De battre mon coeur c’ est arrêté) um filme de Jacques Audiard. A música remexe o coração no esforço de estar… A violência do amor!

A grande sedução (La grande seduction) um filme de Jean François Pouliot. Delicadeza e  simplicidade.

Ainda um filme de Joseph Cedar, – A fogueira (Campfire).

Estou lenta na busca do essencial. O amor está no homem comum que nos olha do outro lado da calçada. Abra os olhos. Segure a luz que está ali, tão perto! Ainda Noites com Sol (Il sole anche di note). Baseado no livro O Padre Sérgio de Leon Tolstói, – filme de Paolo e Vittorio Taviani.

Se existe beleza ela está na imagem, na música, na natureza…As palavras nunca alcançam a perfeição…Tu és a perfeição. Elizabeth M.B. Mattos

O Gato de Botas

Se as palavras se espalhassem com verdade… Se tudo fosse dito branco no branco olho no olho. Sentiria medo. Não deve ser este uivo do vento, nem a calçada varrida que impressiona, mas esta verdade sem rumo e desvairada… Chuva! O susto do retrato, do fato, do gesto. Esta história da história que embala! E medo! Estranhamento! Brinca o amor, esconde a raiva, atropela a confiança, quebra o vaso, esparrama o mel…

E cala. Não desconfio, sei. Tu sabes. Ele também sabe. Não tem princípio, nem fim. Pensar Roma. Vaticano. Pensar Alemanha. É a França? Não. Vai outra vez pra Inglaterra…, e me espera. O Brasil se esconde. Enfeita-se roliço… O Rio de Janeiro festeja. E o gaúcho brinca de viver em São Paulo, bafeja o carioca, olha pro mar inteiro e se alegra… E o nortista? E o mineiro? E eu nem sei esta geografia toda. Calo. Não é irmão, nem primo, nem sangue, nem nome inteiro, cortado, adotado. O meio sorriso manso contamina. És tu a me dizeres/repetires a vida. (maio de 2021)

Era uma vez um lobo mau. Era uma vez uma menina. Era uma vez uma vovozinha covarde. E aconteceu tudo uma vez… Todos se empertigaram na cadeira pra escutar… A vida é Era uma Vez… “Toda a fortuna que um moleiro deixou para os três filhos foi um moinho, seu asno, e um gato.” Caçulas herdam  gatos… Caçulas são padres… No Era uma Vez dos três Ursos é a cadeira do ursinho que quebra. Enfim! Há que reconstruir! Recontar, esconder, olhar, e recomeçar… Rezar. Sem verdade , exatamente como faz o Gato de Botas. Histórias educam. É pedagogia Que luxo! Beth Mattos

 “Quando George Gruikshank, o renomado ilustrador dos romances de Dickens, leu O Gato de Botas, ficou horrorizado ao pensar de que os pais leriam aquela história para os filhos. ‘ O conto era uma sucessão de falsidades bem -sucedidas – uma brilhante aula sobre como mentir! -, um sistema de impostura recompensado pelo maior lucro mundano possível.’ E, na verdade, há pouco valor a louvar nesse gato que ameaça, lisonjeia, engana e furta no intuito de instalar seu amo como senhor do reino.” (p.236)

Contos de Fadas Edição Comentada& Ilustrada – edição, introdução e notas Maria Tatar – Jorge Zahar Editor – 2004.

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Amém!

Quando temos respostas simultâneas! E a vida respira ar puro… Pleno pulmão. É preciso assimilar. O coração palpita. Despedir-se, cortar, rever, recomeçar. Revitalizar. Como as plantas no jardim… Carregadas, exuberantes! Cheias! É preciso podar: aliviar os galhos, sem dó. Usar a força. Vai recomeçar a nova floração. É a dor do futuro: será melhor amanhã… Amanhã. A beleza se renova. E palpitamos! Junto à euforia o abraço da paralisação. Estou neste momento. Agitada por dentro, atenta, e com medo. O medo sinalizador, mas fervente. O fazer. Desafio. Engolir o medo. Acreditar que o gesto certo pode voltar… O abraço chega. Não é despedida, mas vida. Grito: to feliz! E volto correndo pra cama. Amém! Elizabeth M.B. Mattos – Torres – fevereiro  2013

Fervente

Esse te amo dá voltas lá por dentro, como se fosse máquina do tempo. Aquela surpresa de acordar noutro lugar, noutro século, noutra semana, noutro planeta. Tempo de não te ver! Ou no tempo de te ver, e correr pros teus braços! Aquele teu olhar meio de lado de tímido ousado. Aquele menino que se propõe acertar, mas que sente tudo pelo avesso! E que pula para dentro dos livros de Lobato, mas se esconde na Irlanda. E erra como eu errei. Escuto tua voz… E neste outro tempo não temos medo. Olhamos pra trás, contamos os passos, gritamos, e ousamos. Nem o fazer tudo errado nos preocupa, o guri, a guria, – nós juntos, mais ninguém. Que este amor não tenha se gastado, diminuído como palavra! Tantas vezes nos pensamos amando, e assim mesmo o sentimento nos atropela sem sentido! Só palavras.  Não planejamos nada. Crescemos como a Buenos Aires do filme Medianeiras. Exorcizamos o que nos oprime. Não traçamos metas, nem sabemos para onde, agora, queremos ir. Corremos sem olhar pra trás. Retenho tua fala, tua palavra, teu riso brejeiro, teus olhos claros, tua pele morena! Reter tua fala, o eu te amo. Tenho presente este jeito de olhar com meio sorriso, parece ironia, mas vai ver que não é. Tudo incerteza! Esquisito meu amigo amado! Quando dizes que não haverá luz, e assim não podemos nos ver… Eu me pergunto. Mas pra aonde iremos tu e eu, o que é mesmo que eu quero ver? Podemos ir? Ninguém nos prende? Todos nos seguram pelas mãos, pelas pernas, pelos braços, pela cintura. Ninguém quer que tu venhas, nem que eu vá. Tudo imaginação. Quando dizes que não estarás aí, desço da plataforma da nave espacial, portas se fecham, volto pra casa. Penso em mim mesma aqui no fundo das cobertas, ou ali naquele sofá revirando inquieta de um sonho, um sonho que se faz sonho em palavras. Iluminado, mas apenas um sonho! Hoje tu não estás lá! Posso tranquilamente preparar o feijão, deixar a carne mal passada, fazer a farofa, escolher bem a salada! Penso que preciso emagrecer para correr e chegar mesmo nos teus braços! Pintar os cabelos, passar todos os cremes pelo corpo, e me perfumar. Vestir uma saia solta porque não gosto de roupas apertadas.Tirar os tênis. Andar descalça. Mas o que adianta eu me preparar se não estás aí… Ontem escrevi tanto e tanto querendo ordenar a vida, tão misturada nos desencontros e desacertos que me esqueci de te olhar, concentrada no fazer de me contar…

Algumas mágoas voltaram ferventes. E também imprevidências! Excesso de tudo! Eu que gosto das sedas, dos brocados, das luzes e das pratas! Eu que amei a pintura, os livros e a música! Os sapatos de salto alto, a bainha perfeita, a dobra exata, os botões de madrepérola, os bordados delicados! Eu que bebi em cálice de cristal que se quebra tão fácil! Eu que vi filmes épicos acreditando na bravura! Eu que deixei cair tanto orgulho a cada passo! Soberba! Confusa. Obediente. Altruísta como dizia um amigo! Não, não foi nada disso! Nunca fui mulher valente, nem guerreira. Nunca encontrei o herói, nem fui princesa. Abaixo os olhos, penso nas arandelas, nas correntes de ouro, nos ricos anéis, naqueles brincos de pingente, nos bailes, nos bons costureiros, na cabeça erguida, nos soluços abafados. Tem de tudo neste quebra-cabeça. Humildade e orgulho. Casa pequena, sem teto nem paredes. Se eu respiro, se eu ainda te toco… Que medo! O danado do medo o corpo se curva. Eu te beijo na memória de menino.  Entre as árvores daquele quintal de Ipanema, pego tua mão atrás da poltrona, e vamos dormir os dois na mesma hora, na mesma cama, vestidos, eu sei. Como se fossemos aqueles bonecos moles de trocar roupa, aqueles bebês de borracha que chegavam  embalados com fitas e guarda-roupa nas festas de Natal! O que fazíamos? Apressávamos – nos a despi-los, depois botávamos em baixo das torneiras, e com trapos enxugávamos, trocávamos de vestido, as fraldas. Depois retorcidos ficavam abandonados no caixote, desgrenhados, despidos. Íamos pular corda, subir nos muros. Ou brincar de rádio: eu girava o botão e tu falavas, ou cantava. Invertíamos os papéis. Eu cantava, ou falava: ‘amanhã fará sol e chuva’. E gostávamos destas longas e perdidas horas de quintal! As bonecas dormiam todas sem fraldas, sem calcinha… As nossas pobres filhas que dávamos comida em pratinhos de plástico, e logo abandonávamos no caixote! E ninguém queria saber o que fazíamos! Ocupados com as visitas, com as conversas, a política… Lembro da Madalena deitada, e da Maria ao lado, dias e noites, noites inteiras acordadas. Ou dias inteiros deitada, e nós enfiados nas histórias que contávamos um para o outro. Eu espichava os olhos pro José. Lindo! Importante! A brincadeira do dicionário, os cálculos matemáticos! Um dia eu ia acertar como eles, eu ia também ser inteligente, não boba! Eu ia crescer, e me apaixonar pelo homem certo, é claro! Eu ia ser feliz! Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro 2013 – Torres (F. A. C. Não esquecer é bom)